DEU TUDO ERRADO: ATHLETICO É ELIMINADO DA COPA DO BRASIL
O Athletico foi eliminado da Copa do Brasil para o Vitória na noite desta quinta-feira (06), em um jogo onde absolutamente tudo deu errado do início ao fim. O Furacão entrou em campo levando a vantagem construída na última segunda-feira, quando venceu por 2 a 0 na Arena da Baixada, mas viu essa vantagem desaparecer logo nos primeiros 45 minutos.
Tudo começou aos 10 minutos, após uma falha do goleiro Santos. No chute de Gabriel Baralhas, o goleiro deu rebote nos pés de Renê, que, com o gol aberto, não desperdiçou e colocou os donos da casa em vantagem. Mesmo assim, o resultado ainda classificava o Athletico para as quartas de final, mas era evidente que sofrer um gol tão cedo colocaria ainda mais o Vitória no jogo, principalmente com o Barradão pulsando e empurrando sua equipe.
Depois do gol, o Athletico até conseguiu suportar bem a pressão inicial, e a partida caiu completamente de rendimento técnico. Foram inúmeros erros dos dois lados, passes errados, inversões de posse e bolas saindo pela lateral. Um verdadeiro show de horrores. O Furacão voltou a sofrer com a dificuldade para trocar passes e parecia totalmente desconectado em campo. Quando conseguia criar alguma oportunidade, parava na noite pouco inspirada de Kevin Viveros, que desperdiçou todas as chances que teve. Muito abaixo do que costuma apresentar.
E quando parecia que o primeiro tempo terminaria apenas com o 1 a 0, Erick acertou seu tradicional chute de fora da área para ampliar o placar, derrubar a vantagem construída pelo Athletico no jogo de ida e fazer o Barradão explodir mais uma vez.
Na volta para o segundo tempo, Odair Hellmann promoveu as entradas de João Cruz e Kerwin Vargas, buscando dar um gás novo e mais ofensividade para a equipe, já que até então a única alternativa parecia ser a famosa bola enfiada no Viveros e “deixa que ele resolve”. A mudança até deu resultado por alguns minutos. Em uma sequência de três escanteios, o Athletico levou muito perigo e parou em grandes defesas de Lucas Arcanjo. Naquele momento parecia que o Furacão finalmente havia chegado para o jogo, lembrando o que aconteceu contra o São Paulo, pelo Brasileirão, duas semanas atrás, quando fez um primeiro tempo muito ruim e reagiu na etapa final para vencer.
Mas só parecia mesmo. Aqueles foram praticamente os únicos três minutos do Athletico na partida.
Aos 15 minutos do segundo tempo, Renê apareceu novamente. Após mais uma falha de Santos, que saiu mal em um escanteio e ainda pediu uma falta inexistente, o atacante aproveitou para marcar o terceiro gol do Vitória e colocar o time baiano à frente no placar agregado. O cenário era de filme de terror para o Athletico. Em apenas 65 minutos, além de não conseguir jogar e errar tudo que tentava na partida, viu o adversário transformar uma desvantagem de 2 a 0 em uma vantagem de 3 a 2.
Com o terceiro gol sofrido, o roteiro mudou completamente. Quem precisava correr atrás agora era o Athletico. Odair colocou Dudu e Bruno Zapelli em campo, mas o Vitória, além de dominar dentro das quatro linhas, passou também a vencer o jogo mental. A tradicional catimba e a cera fizeram o Furacão perder a cabeça, aumentando ainda mais o descontrole da equipe.
Mesmo ensaiando uma pressão na reta final e acertando uma bola na trave com Kerwin Vargas, o Athletico acabou castigado mais uma vez. Já nos acréscimos, aproveitando o cansaço e a desatenção da defesa rubro-negra, Marinho marcou o quarto gol e sacramentou a classificação do Leão, decretando também a eliminação do Furacão.
Foi, sem dúvidas, a pior derrota do Athletico na temporada e também a pior atuação da equipe. Os erros aconteceram de maneira exagerada e deixaram o torcedor extremamente irritado com o desempenho em um jogo muito importante. Absolutamente nenhum jogador que esteve em campo merece destaque positivo. Menções negativas para Mendoza, que fez mais uma partida muito abaixo e, mesmo assim, permaneceu em campo durante os 90 minutos, e principalmente para o goleiro Santos, que justamente no dia em que se tornou o quinto jogador que mais vestiu a camisa do Athletico na história, fez sua pior atuação pelo clube. Foram falhas claras em dois dos quatro gols sofridos, erros que certamente mudaram o rumo da partida.
A eliminação machuca não apenas pelo placar ou pela virada no agregado, mas também porque acontece justamente quando o Athletico vinha desempenhando um excelente futebol nos últimos dez jogos e ocupava a terceira colocação do Campeonato Brasileiro. É uma surpresa extremamente negativa. Olhando com frieza, que seja apenas um dia ruim, porque uma derrota desse tamanho tem potencial para colocar toda uma temporada em xeque. Que dessa vez não seja o caso.
O clube está muito próximo do seu principal objetivo no Brasileirão, que é alcançar os 45 pontos e garantir de vez a permanência na Série A. Depois disso, será hora de olhar para cima e traçar novas metas. O nível da equipe não pode cair por causa dessa eliminação. Claro que, nesta altura, não atingir os 45 pontos seria algo muito difícil, mas, pelo futebol que vinha apresentando, o Athletico pode sim brigar por uma vaga na Libertadores, ainda mais agora que terá apenas o Campeonato Brasileiro no calendário até o fim de 2026.
Agora, o Athletico precisa virar a chave rapidamente. O Furacão volta a campo já no próximo domingo, às 18h30, quando enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro. A equipe busca dar uma resposta imediata após a eliminação e ampliar a vantagem para o quarto colocado, mantendo-se firme no G-3 da competição.
