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Sem Neymar e sem rumo: Santos é engolido pelo Palmeiras e escancara bagunça tática no clássico

O Santos não apenas perdeu para o Palmeiras no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil; o Peixe, infelizmente, se apequenou.

O placar de 3 a 0 construído no Nubank Parque reflete com fidelidade a distância colossal entre um time estruturado e um amontoado tático. A decisão de poupar Neymar por conta do gramado sintético deu o tom de uma noite em que o Alvinegro entrou em campo mais preocupado em arrumar desculpas do que em jogar futebol.

Plano defensivo dura meia hora e expõe fragilidade mental

Foto: Marcos Ribolli

A proposta inicial de Cuca era clara: trancar a casinha e apostar em uma escapada mágica no contra-ataque. A estratégia funcionou por exatos 33 minutos, período em que Igor Vinicius teve até a chance de surpreender. Contudo, bastou Flaco López balançar as redes para o castelo de cartas santista desmoronar por completo. O gol escancarou a fragilidade emocional de um elenco que se perde ao primeiro sinal de adversidade. Antes do intervalo, Andreas Pereira ampliou, desenhando o cenário de um Santos totalmente anestesiado e sem poder de reação.

A substituição desastrosa que sepultou o meio-campo

Se a postura inicial já era problemática, o técnico Cuca conseguiu piorar o quadro na etapa final. Insatisfeito com o rendimento da equipe, o treinador sacou Rollheiser para a entrada de Rony. A mexida foi um erro crasso de leitura: ao retirar o único meia cerebral capaz de articular o jogo, Cuca partiu o time ao meio. O Santos até ganhou peças ofensivas, mas perdeu completamente o elo entre a defesa e o ataque. O resultado foi um time desesperado, desorganizado e sem recomposição, que ofereceu o contra-ataque de bandeja para o rival.

Placar magro diante do passeio alviverde

A verdade nua e crua é que o torcedor santista precisa agradecer à falta de pontaria do Palmeiras. Nomes como Vitor Roque, Maurício, Arias e Giay desperdiçaram chances claras no segundo tempo que transformariam a derrota em um vexame para a história do clássico. A atuação apática e o “festival de falhas” defensivas deixaram o Peixe dependendo de um verdadeiro milagre na Vila Belmiro na próxima quarta-feira (que infelizmente quem vos escreve, estará presente) onde precisará vencer por três gols de diferença apenas para levar a decisão aos pênaltis.

Reverter esse cenário contra o maior rival exige muito mais do que a volta de Neymar na Vila Belmiro. O Santos precisa resgatar com urgência a postura digna de sua camisa, algo que passo longe de apresentar no Nubank Parque. Se entrar em campo no jogo de volta esperando um milagre sem corrigir a bagunça tática escancarada por Cuca, a despedida da Copa do Brasil será apenas uma questão de tempo.

Agora o Santos vira a chavinha e tem desafio complicado contra o Corinthians em Itaquera pelo Brasileirão, a torcida santista espera que dessa vez o time do Santos jogue com um pouco mais de alma e com Neymar em campo.

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