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Santos recebe a lanterna Chapecoense obrigado a provar que nomes no papel ganham jogo

O torcedor do Santos que for à Vila Belmiro neste sábado, às 18h30, não vai buscar apenas a conquista de três pontos contra o lanterna do Campeonato Brasileiro.

A arquibancada quer mais respostas. Depois do triunfo na Copa Sul-Americana, a volta à realidade do Brasileirão traz a urgência de afastar a ameaça da zona de rebaixamento e a obrigação de transformar peso de elenco em desempenho futebolístico.

Contra uma Chapecoense fragilizada e com saldo pífio de apenas nove pontos na competição, qualquer resultado que não seja uma vitória maiúscula fará o sinal de alerta virar sirene.

A conta que (infelizmente) não fecha com Neymar e Gabigol

É preciso olhar para os números sem a cegueira do apelo comercial. A escalação da dupla Neymar e Gabigol, no papel, coloca o Santos em patamar superior a boa parte da Série A. Na prática, o encaixe coletivo passa longe disso. Em nove jogos com as duas estrelas iniciando juntas em 2026, o Santos somou uma única vitória, foi um 6 a 0 sobre o modesto Velo Clube, ainda em fevereiro, pelo Campeonato Paulista. O rendimento da equipe cai para pífios 29,6% com os dois jogadores no onze inicial.

Neymar não atua pelo Peixe há mais de dois meses, desde o entrevero na derrota para o Coritiba, seguido de sua participação na Copa do Mundo e do período de descanso. Seu retorno devolve a referência técnica que o time precisa, mas exige de Cuca uma arrumação tática que impeça a equipe de ficar engessada.

Força máxima para espantar a apatia

Livre de poupar atletas como fez na Sul-Americana, Cuca tem à disposição o que considera de melhor no momento. As voltas de Igor Vinícius, Willian Arão e Gabigol, além do próprio Neymar, encorpam a estrutura titular. No entanto, o departamento médico cobra seu preço com as ausências de Vinícius Lira (lesão no joelho esquerdo) e Gustavo Henrique (lesão na coxa direita).

A provável formação do Santos vem com: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Lucas Veríssimo, João Ananias e Escobar; Willian Arão (Oliva), Gabriel Bontempo, Rollheiser e Barreal; Neymar e Gabigol.

Foto do Possível time do Santos – Criado por Fotomob

A arbitragem estará a cargo de Fernando Antônio Mendes de Salles Nascimento Filho (PA). Um detalhe curioso que serve à memória santista: o único duelo do Peixe em que o juiz paraense esteve envolvido no campo foi justamente na derrota por 4 a 2 para a própria Chapecoense, na abertura do campeonato, partida em que ele atuou como quarto árbitro.

A obrigação de quem quer ambição no campeonato

Com 21 pontos e colado na zona da degola , apenas um ponto acima do Vasco, o Santos não tem margem para tropeços. Enfrentar a Chapecoense em casa é o cenário ideal oferecido pela tabela para espanar a desconfiança. O adversário amarga seis meses sem saber o que é vencer no Brasileirão e vem de uma sequência pesada de derrotas zeradas no placar.

Se o Peixe almeja algo além de vegetar na segunda metade da tabela, precisa entrar em campo impondo o peso da Vila Belmiro desde o primeiro minuto. Ter Neymar e Gabigol em campo tem que deixar de ser um evento estético para se tornar uma vantagem real dentro das quatro linhas. Vencer o lanterna é o dever mínimo; convencer o torcedor de que existe um coletivo por trás dos grandes nomes é a verdadeira urgência da noite.

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