Franclim Carvalho avalia atuação do Botafogo e destaca queda de intensidade no segundo tempo
O comandante alvinegro, Franclim Carvalho, reconheceu que o Botafogo apresentou uma queda de intensidade nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Segundo o treinador, a equipe esteve abaixo em termos de agressividade durante esse período.
De fato, o Glorioso encontrou dificuldades para manter a posse de bola e controlar o ritmo da partida. Sem o jovem Huguinho, o meio-campo perdeu intensidade e capacidade de marcação, o que permitiu ao Fluminense explorar esse espaço.
O Tricolor também passou a apostar mais nas bolas alçadas para a área. Naquele momento, o Botafogo estava mais passivo em campo e acabou sofrendo o gol em uma jogada aérea. O zagueiro Ignácio apareceu bem posicionado e marcou de cabeça.
Franclim comenta atuação de Montoro
Questionado sobre a evolução de Montoro após o retorno do Campeonato Brasileiro, Franclim Carvalho explicou a substituição do jovem jogador aos 40 minutos do segundo tempo.
De acordo com o treinador, Montoro apresentou sinais de cansaço físico e, naquele momento, a equipe precisava de mais jogadores no setor ofensivo para aumentar a pressão sobre o Fluminense.
Franclim também ressaltou que o meia precisa ser mais incisivo e ter maior presença na área adversária, principalmente pela qualidade técnica que possui. Ao avaliar especificamente a partida, o treinador afirmou que Montoro não esteve tão bem quanto nas duas últimas atuações.
Minha análise sobre Montoro
Discordo da avaliação do treinador. Na minha visão, Montoro apresentou um desempenho semelhante ao que vinha mostrando nas últimas duas partidas.
O jovem conseguiu proteger bem a bola, realizou passes decisivos e encontrou espaços para quebrar as linhas defensivas do Fluminense. Quando teve oportunidade de finalizar, não hesitou e buscou o gol.
Além disso, Montoro não se omitiu durante a partida. Pelo contrário, procurou constantemente participar das jogadas, tabelar e encontrar companheiros em condições de finalizar.
Na minha avaliação, o principal problema não está necessariamente na atuação individual de Montoro, mas no suporte que ele recebe no setor ofensivo. O jovem precisa ter pelo menos dois pontas que acompanhem suas movimentações e participem das jogadas.
Com mais opções próximas para tabelar e atacar os espaços, Montoro pode aproveitar ainda melhor sua capacidade técnica e sua visão de jogo.
