A Croácia começou sua trajetória na Copa do Mundo de 2026 com derrota por 4 a 2 para a Inglaterra, em um dos confrontos mais aguardados desta primeira fase. Os comandados de Zlatko Dalić entraram em campo com Dominik Livakovic; Josip Stanisic, Josip Sutalo, Luka Vuskovic e Josko Gvardiol; Luka Modric, Mario Pasalic, Martin Baturina e Petar Sucic; Ivan Perisic e Petar Musa. Diante de um dos favoritos ao título, os croatas voltaram a demonstrar a personalidade e a capacidade de competir que transformaram a seleção em uma presença constante entre as principais forças do futebol mundial. Ainda assim, o resultado deixou algumas dúvidas sobre até onde esta geração pode chegar.
Mesmo saindo atrás no placar, a Croácia reagiu em duas oportunidades e foi para o intervalo com igualdade em 2 a 2, com dois belos gols. A equipe mostrou qualidade na circulação da bola e a conhecida resiliência que marcou as campanhas do vice-campeonato em 2018 e do terceiro lugar em 2022. Durante boa parte da primeira etapa, a sensação era de que os croatas poderiam novamente desafiar as previsões e complicar a vida de uma potência mundial.
A partida também teve um significado especial para Luka Modric. Aos 40 anos, o capitão disputou sua vigésima partida em Copas do Mundo e tornou-se um dos raros jogadores da história a participar de cinco edições do torneio. No entanto, principalmente no segundo tempo, o camisa 10 teve dificuldades para impor seu ritmo habitual e controlar a posse de bola da equipe. Sem conseguir desacelerar a intensidade inglesa, Modric acabou substituído.
Outro ponto a se destacar foi a fragilidade defensiva pelo corredor esquerdo. O setor sofreu constantemente com a velocidade e a movimentação do ataque inglês. As dificuldades na recomposição e os espaços concedidos transformaram-se em um problema recorrente durante todo o jogo, permitindo que a Inglaterra construísse a vitória. Dominik Livakovic realizou intervenções importantes que impediram um placar ainda mais elástico.
Apesar da derrota, a atuação reforçou características que continuam presentes na seleção croata: a competitividade, a organização e a capacidade de permanecer viva em jogos grandes. Porém, a impressão deixada após a estreia é de que a atual geração talvez já não possua a mesma margem de excelência das equipes que alcançaram as semifinais nas duas últimas Copas. A resiliência segue intacta, mas contra os principais favoritos do torneio, a Croácia parece cada vez mais depender de atuações perfeitas para equilibrar as diferenças técnicas e físicas. A classificação para a próxima fase segue plenamente ao alcance, mas o duelo contra a Inglaterra serviu como um lembrete de que os maiores desafios da competição exigirão algo a mais dos croatas.