Arbitragem volta a ser protagonista e prejudica o Atlético contra o Juventude
Galo x Juventude se enfrentaram no último sábado (1/8), pelas oitavas de final da Copa do Brasil, e o jogo, que deveria ser marcado pelos embates duros dentro de campo, acabou completamente manchado pela péssima arbitragem.
O Galo foi superior ao Juventude, mas quem teve as chances mais claras foi a equipe de Caxias do Sul, com uma bola na trave e uma grande defesa de Everson, goleiro do Atlético Mineiro.
Ainda no primeiro tempo, o time alvinegro conseguiu criar uma boa jogada pela lateral direita, em uma troca de passes envolvente. Natanael recebeu a bola em condições de finalizar dentro da área, optou por cortar o zagueiro e, nesse momento, o defensor passou direto na dividida e deixou a perna, atingindo o lateral do Galo. O lance, claramente, seria marcado como pênalti em qualquer lugar do mundo. O juiz não viu, e o VAR, que está justamente ali para corrigir erros, também não enxergou a infração. Com isso, o Atlético foi completamente prejudicado, pois teria a chance de abrir o placar, destravar a defesa do Juventude e, possivelmente, construir uma partida muito mais tranquila do que o empate sem gols.
Os jogadores do Atlético poderiam ter reclamado com mais intensidade, mas o árbitro já parecia decidido a prejudicar um dos lados.
Além disso, outro ponto que chamou atenção foi o excesso de paralisações e a demora para as reposições de bola. Administrar o resultado é uma estratégia comum no futebol, porém cabe à arbitragem impedir que o antijogo se torne o protagonista da partida, algo que o Juventude fez desde o primeiro minuto.
Com tantas interrupções, esperava-se um tempo de acréscimo compatível. No entanto, o período concedido ficou abaixo do que a partida apresentou, reduzindo ainda mais o tempo efetivo de bola rolando.
O Galo publicou uma nota oficial em suas redes sociais repudiando a péssima arbitragem da partida e reiterou que tomará as medidas cabíveis.
Na terça-feira acontece o jogo de volta. O Galo joga a vida para avançar de fase, mas o erro cometido no primeiro confronto não pode mais ser corrigido.
Independentemente do clube envolvido, o futebol brasileiro precisa discutir seriamente o nível da arbitragem. Erros continuarão acontecendo, mas a falta de critério, a inconsistência nas decisões e a dificuldade em utilizar corretamente os recursos tecnológicos prejudicam o espetáculo, alimentam a desconfiança e tiram o foco do que realmente deveria importar: o futebol.
