São Paulo joga mal e perde mais um clássico no ano
No último domingo (10/05) de Dia das Mães, foi o Corinthians quem ganhou não só 1, como 3 presentes (ou pontos) do tricolor paulista.
Roger Machado fez uma escalação honesta, mimetizando uma estrutura de formação semelhante ao jogo do Cruzeiro, porém, havia diferenças.
Contra o Cruzeiro, São Paulo atuava no Morumbis, diante de sua torcida, precisando muito de uma vitória para aliviar a pressão, além de estar com um time mais completo, tanto técnica quanto fisicamente (como Marcos Antônio, Alan Franco e Lucas Ramon, baixas importantes no Majestoso).
O time não conseguiu criar muito além das oportunidades com Ferreirinha e Artur, a primeira defendida por Hugo Souza e a segunda desperdiçada depois de péssima tomada de decisão do ponta direita.
Após esses momentos, o Corinthians dominou por completo a partida, especialmente o meio de campo, com Garro sendo o grande destaque. Danielzinho e Bobadilla não se entenderam e ficaram sobrecarregados o jogo todo.
Com gol tomado a partir de uma falta de Raniele em cima de Luciano, o Corinthians abriu o placar em uma jogada característica da equipe, a bola parada. E mesmo com maior volume de jogo e oportunidades, foi o São Paulo quem, ao final dos primeiros 45 minutos, empatou depois de bobeada de Raniele na saída de bola. Bobadilla tocou para o meio e Luciano só teve o trabalho de completar para o fundo das redes.
Como Gabriel Sá bem pontuou em entrevista coletiva após o clássico, era o momento perfeito para Roger perceber que o time estava com um enorme buraco no meio de campo e ajustar a equipe, tirando um dos pontas ou o próprio Luciano e colocando mais um meia de contenção, como Luan ou Negrucci para melhor a parte defensiva, visto que tínhamos Cedric, Dória (improvisado na direita) e Sabino como titulares, jogadores abaixo da média técnica, especialmente para um jogo deste porte.
O técnico manteve a convicção, que rapidamente se mostrou equivocada. Em poucos minutos do segundo tempo, o placar já estava marcando 3×1 e aí o clube de Itaquera sentou no resultado, confortável com a passividade do São Paulo, demonstrando, ao mesmo tempo, que se quisesse poderia aplicar uma das maiores goleadas já registadas no clássico.
O gol contra bizarro do Matheuzinho só deixou o placar ainda mais ilusório, pois aparenta ter sido um jogo muito equilibrado. A verdade é que Diniz deu um nó tático no time de Roger Machado, escancarando que de um lado há uma equipe organizada e boas ideias sendo praticadas e outra equipe com um catado de ideias que não se conectam em campo. Já são 5 gols tomados nos últimos 2 jogos, além de apenas 1 vitória nas últimas 5 partidas do Brasileirão.
A próxima partida do São Paulo é a decisão contra o Juventude, em Caxias do Sul. Uma eliminação até poderia custar o emprego de Roger, mas como o próprio presidente já informou, não há dinheiro suficiente para pagar uma multa rescisória.
Cabe ao torcedor se contentar com um time sendo treinado por um profissional mediano até a virada do ano, quando o contrato finalmente acaba. Aguardemos qual será a próxima péssima decisão da diretoria são-paulina.
