A seleção da República Democrática do Congo divulgou oficialmente sua lista de convocados para a disputa da Copa do Mundo de 2026. Sem grandes surpresas, o técnico Sébastien Desabre manteve a base responsável pela histórica classificação e apostou em um elenco experiente, físico e acostumado ao futebol europeu.
Depois de mais de cinco décadas longe do Mundial, os Leopardos chegam cercados de expectativa e carregando uma das gerações mais competitivas da história recente do país. A convocação reforça exatamente a identidade construída ao longo do ciclo: uma equipe intensa, forte defensivamente e extremamente perigosa nos contra-ataques.
Lista completa de convocados
- Goleiros: Timothy Fayulu, Lionel Mpasi e Matthieu Epolo;
- Defensores: Aaron Wan-Bissaka, Gédéon Kalulu, Joris Kayembe, Arthur Masuaku, Steve Kapuadi, Rocky Bushiri, Axel Tuanzebe, Chancel Mbemba e Dylan Batubinsika;
- Meio-campistas: Noah Sadiki, Samuel Moutoussamy, Edo Kayembe, Ngal’ayel Mukau, Charles Pickel, Nathanael Mbuku, Brian Cipenga, Theo Bongonda e Gael Kakuta;
- Atacantes: Meschack Elia, Fiston Mayele, Cédric Bakambu, Simon Banza e Yoane Wissa.
Bakambu líder da geração

O principal nome da convocação segue sendo Cédric Bakambu. Vice-artilheiro da história da seleção congolesa, o atacante chega para mais um grande torneio como principal referência técnica e também como uma das lideranças do elenco.
Muito além dos gols, Bakambu possui enorme importância fora de campo. O atacante se tornou uma voz relevante dentro da seleção por seus posicionamentos, liderança no vestiário e forte identificação com a torcida congolesa. Dentro das quatro linhas, continua sendo fundamental pela movimentação constante, profundidade e capacidade de decidir jogos importantes.
Outro destaque ofensivo é Yoane Wissa, atacante com longa trajetória na Premier League. Extremamente veloz e agressivo atacando espaços, Wissa é uma das principais armas da RD Congo nos contra-ataques, justamente uma das características mais fortes da equipe de Sébastien Desabre.
Destaques da defesa
Na parte defensiva, Axel Tuanzebe aparece novamente como peça central do sistema defensivo. Revelado pelo Manchester United, o zagueiro ganhou ainda mais moral após marcar o gol decisivo da classificação para a Copa e hoje é considerado um dos pilares da equipe.
Além da força física e velocidade, Tuanzebe traz experiência em jogos de alto nível, algo extremamente importante para uma seleção que volta ao Mundial depois de 52 anos.
Outro nome que chama atenção é Aaron Wan-Bissaka. Conhecido mundialmente pela passagem na Premier League, o lateral se naturalizou para defender a seleção congolesa durante o ciclo da Copa e rapidamente virou uma peça importante no elenco.
Sua chegada aumentou significativamente o nível defensivo da equipe, principalmente pela enorme capacidade nos duelos individuais e pela intensidade física. Wan-Bissaka oferece exatamente o perfil competitivo que se encaixa no estilo de jogo construído pela comissão técnica congolesa.
Expectativa para a Copa

A sensação é que a RD Congo chega para a Copa do Mundo como uma das seleções africanas mais perigosas da competição. Sem o peso das favoritas, mas com um elenco experiente e fisicamente muito forte, os Leopardos podem dificultar jogos contra qualquer adversário.
O grande diferencial da equipe está justamente no equilíbrio coletivo. A seleção não depende exclusivamente de um único jogador e consegue competir em alto nível através da intensidade, organização defensiva e velocidade nas transições.
Depois de décadas longe do maior palco do futebol mundial, a República Democrática do Congo chega ao Mundial tentando mostrar que o retorno não é apenas simbólico, mas o começo de uma nova fase para o futebol do país.