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Justiça impõe derrota a Casares e valida voto online para decidir impeachment

A decisão do Tribunal de Justiça de manter o formato híbrido para a votação do impeachment representa um revés tático significativo para a base de apoio de Júlio Casares. A tentativa de restringir o pleito ao formato presencial, orquestrada pelo presidente do Conselho, Olten Ayres, tinha um objetivo estratégico evidente: jogar com o calendário. Em meados de janeiro, período nobre de férias, a exigência da presença física no Morumbis serviria como um filtro natural para esvaziar o plenário e tornar aritmeticamente impossível o alcance dos 171 votos necessários para a destituição.

Ao validar a participação remota, o Judiciário desmonta essa barreira logística e “democratiza” o acesso à decisão mais crítica da política tricolor recente. Para a oposição, a manutenção da liminar é oxigênio puro. Com 254 conselheiros aptos, a matemática agora depende exclusivamente da convicção política e não da disponibilidade geográfica de estar em São Paulo numa sexta-feira à noite. A juíza Mônica Rodrigues Dias de Carvalho foi cirúrgica ao não encontrar impedimento legal para o voto eletrônico, expondo a fragilidade do argumento situacionista que tentava burocratizar o processo para se proteger.

O clima para sexta-feira é de guerra total. Se antes a administração contava com as “cadeiras vazias” como aliadas silenciosas, agora terá que encarar a mobilização total do Conselho. O fato de o São Paulo precisar da tutela estatal para definir o rito de sua própria assembleia expõe a fratura exposta de uma instituição que vive uma crise institucional aguda, onde a disputa pelo poder saiu das alamedas do clube e virou pauta forense.

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