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Mirassol faz jogo duro e São Paulo só terá Lucas Ramon no Brasileirão

O São Paulo não deve antecipar a chegada de Lucas Ramon e o motivo é puramente político. A diretoria do Mirassol decidiu travar a liberação do lateral-direito até maio, data do fim do contrato, como uma resposta institucional à postura agressiva do Tricolor no mercado. Após perder o volante Danielzinho para o Morumbis, o clube do interior optou por “sentar no contrato” de Lucas Ramon, mesmo sem tê-lo inscrito no Paulistão. É uma retaliação clara: prefere pagar salário a um atleta inativo por quatro meses a reforçar o rival de imediato.

Essa queda de braço cria um problema logístico para Hernán Crespo. Sem Maílton (emprestado ao Fortaleza) e após a recusa de Vitinho, o elenco inicia a maratona de 2026 com opções limitadas no setor. Cédric Soares e Maik terão que suportar a carga de jogos do estadual sem sombra, já que o pré-contrato assinado com o reforço só tem validade para o Campeonato Brasileiro. O “não” do Mirassol expõe a dificuldade do São Paulo em fechar lacunas urgentes após perder seus alvos prioritários e depender da boa vontade de clubes menores.

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