MURALHA ARGENTINA: EDUARDO DOMÍNGUEZ ARRUMA A “BAGUNÇA” E BLINDA A DEFESA DO GALO
Eduardo Domínguez conseguiu arrumar o sistema defensivo do Galo. O técnico argentino transformou aquela “bagunça” deixada por Jorge Sampaoli em uma defesa confiável e sólida.
Com o antigo comandante, o Galo sofria muitos gols e não tinha um sistema de jogo definido. Sampaoli saiu do clube sem saber quem eram os titulares e qual formação usar, deixando os jogadores confusos e em dúvida sobre como seriam utilizados — se em suas posições de origem ou em funções “inventadas” pelo treinador.
Com a chegada de “El Barba”, aconteceu uma transformação. Primeiramente, houve uma mudança de atitude mental. Com isso, o Atlético conseguiu emendar três vitórias seguidas em casa (contra Internacional, São Paulo e Athletico Paranaense), sofrendo apenas um gol.
Os números não mentem: com Domínguez no comando, o Galo é o segundo time com mais vitórias (4), a equipe que menos sofreu gols (4), a que mais pontuou (12 de 18 possíveis) e a terceira melhor em saldo de gols (+4). Eduardo conseguiu mudar a mentalidade e “ganhar o vestiário”, contando não apenas com 11 jogadores, mas com um grupo de 15 a 20 atletas.
O argentino, a cada jogo, mostra um esquema mais visível, equilibrado e que sofre bem menos defensivamente. É um trabalho muito bom até aqui, digno de reconhecimento, promovendo a volta da sinergia entre jogadores e torcida — uma dupla infalível que coloca medo em qualquer adversário no caldeirão da Arena MRV. Parece que o treinador já encontrou seu esquema preferido, dando rotatividade ao elenco.
Minha opinião
Eduardo Domínguez chegou com status elevado pelo que havia feito na Argentina. Viu a equipe perder o título estadual para o seu maior rival, o Cruzeiro, mas, mesmo assim, começou a implementar seu esquema de jogo. Conseguiu resultados importantes, como as vitórias seguidas em casa frente ao Internacional e ao São Paulo, dando alívio para a torcida e para os jogadores.
Domínguez continuou mostrando serviço e deixando seu sistema defensivo cada vez mais protegido. Sua estratégia envolve o toque de bola rápido e a marcação do meio-campo para trás, sem exercer pressão alta constante. Com isso, os jogadores fecham bem o setor, dificultando a armação de jogadas do adversário e diminuindo os riscos sofridos.
O treinador usou muito bem a Data FIFA e os resultados apareceram nos dois jogos seguintes. Houve a vitória sobre a Chapecoense, fora de casa — algo que não acontecia desde outubro do ano passado — e, para finalizar, o triunfo sobre o xará paranaense na Arena MRV.
