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Sem inspiração, Fluminense encerra noite Libertadores sob vaias

Está difícil encontrar argumentos que apontem que o trabalho de Luis Zubeldia pelo Fluminense não acabou. Não são só os resultados, que já não vem a muito tempo, que são ruins. Hoje, no empate por zero a zero diante o Independiente Rivadavia, pelas oitavas da Libertadores, ficou evidente que o desempenho, sobretudo, é o que mais assusta nesse momento horrível da equipe. 

Apesar de não sofrer tantos gols, como a pouco tempo estava acontecendo, o Fluminense perdeu completamente a capacidade criar jogadas e finalizar com eficiência nas pouquíssimas vezes que consegue criar algo, originado apenas de lampejos individuais de jogadores como o Soteldo. Mais do que isso, essa equipe perdeu a capacidade de emocionar e empolgar seu torcedor que, em uma oitavas de final de libertadores, foi capaz de colocar apenas pouco mais de 30 mil torcedores no Maracanã. E antes de criticar os apaixonados, temos que entender. Motivos não faltam para esse “abandono” . 

Jogou como sempre… Empatou como sempre também 

A partida de hoje não foi muito diferente do que temos visto desde que o futebol brasileiro voltou. Com excessão dos amistosos contra Bahia e Nova Iguaçu, foram sete jogos com seis empates e uma derrota, que resultou na eliminação na Copa do Brasil. 

Desde maio sem comemorar uma vitória, o Fluminense se tornou um time previsível e que em muitos momentos não sabe o que fazer com a bola no pé e quando a perde, não sabe se defender. Há uma máxima no futebol que diz que quando os 11 jogadores estão mal, a culpa é do treinador. Isso não é uma verdade absoluta, porém, nesse caso, está claro que é. 

Em campo, o treinador argentino optou pela segurança e mediocridade e conseguiu exatamente o que parecia estar procurando. Com três volantes e dois jogadores de pouca mobilidade na frente, o Fluminense pouco assustou o Rivadávia durante todo os 90 minutos. Na realidade quem teve as melhores oportunidades foi o time visitante. Se não fosse o Fábio (mais uma vez) estaríamos de uma situação muito pior para o jogo de volta na semana que vem. 

Até quando vale insistir? 

A gestão atual do clube tem como caraterística sustentar até onde pode o trabalho dos treinadores contratados e dessa vez o mesmo está sendo feito. Em um paralelo com uma partida de poker, podemos dizer que Mário Bittencourt e Matheus Montenegro estão dando um all-in no ano do Fluminense. Afinal, não há mais chances de disputar título no Campeonato Brasileiro, a eliminação na Copa do Brasil já bateu na porta e a saída da Libertadores, infelizmente, parece só questão de tempo. 

Antes da partida decisiva, o tricolor tem, no final de semana, um duelo importantíssimo contra o Palmeiras. Com os resultados recentes, o G4 que parecia tranquilo está mais do que ameaçado. A dúvida que fica: Vão esperar a temporada inteira ruir para tomarem uma atitude? 

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