Textor explica disputa por ações do Botafogo e afirma que Eagle não contestou alegações
Ex-gestor do Botafogo, John Textor segue travando uma disputa jurídica para tentar recuperar o controle das ações da SAF do clube. Nesta terça-feira, o americano publicou uma nota em seu site oficial na qual afirma que a Eagle Bidco, subsidiária da Eagle Football Holdings, não apresentou defesa dentro do prazo estabelecido em um dos processos.
A Eagle Football Holdings, rede multiclubes controlada por Textor, está atualmente sob administração judicial da Cork Gully. Segundo o americano, a ausência de contestação por parte da Eagle Bidco pode favorecer sua tentativa de recuperar as ações da SAF Botafogo.
“Se a Eagle Bidco continuar optando por não comparecer ao processo e não defender ou contestar as alegações do Sr. Textor, então medidas intermediárias, como as medidas cautelares, terão menor importância.”
Na sequência, Textor afirma que, nesse cenário, suas alegações sobre a propriedade das ações poderão prevalecer nos processos judiciais.
“Deverá ser apenas uma questão de tempo até que as alegações de propriedade do Sr. Textor prevaleçam nos processos completos de rescisão e ação declaratória, e o Sr. Textor seja restabelecido como proprietário da SAF Botafogo.”
Disputa ocorre em três países
Atualmente, existem três processos relacionados à disputa, em andamento nos Estados Unidos, na Inglaterra e no Brasil.
No processo nos Estados Unidos, a defesa de Textor sustenta que a Eagle Bidco não contestou, dentro do prazo estabelecido, as alegações apresentadas pelo americano a respeito da propriedade das ações da SAF Botafogo.
Na Inglaterra, os advogados de Textor entraram com um pedido de medida cautelar para impedir que a Cork Gully, responsável pela administração judicial da Eagle Football Holdings, venda as ações para terceiros antes que os processos nos Estados Unidos e no Brasil sejam concluídos.
Já no Brasil, a defesa de Textor sustenta que o contrato de venda das ações para a Eagle Bidco é “void ab initio”, expressão jurídica que significa que o acordo seria nulo desde a sua origem.
O americano busca a rescisão do contrato de venda e a recuperação das ações da SAF Botafogo.
Textor foi afastado do comando
John Textor passou a comandar o Botafogo em março de 2022, durante a transição do clube para o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Em abril deste ano, porém, o americano foi afastado do comando da SAF por decisão do Tribunal Arbitral da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em meados de maio, Textor também deixou o último cargo que ainda ocupava no clube, no Conselho de Administração.
Desde então, o Botafogo vive um período de transição administrativa. A venda da SAF para a nova investidora ainda não foi concretizada, mas a GDA, empresa do mexicano Gabriel de Alba, já participa da gestão do clube.
Em meio ao processo de reestruturação, a SAF elaborou um plano estratégico de 100 dias, que tem sido conduzido pelo CEO Eduardo Iglesias.
