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Corinthians encontra força pelo alto, mas esbarra nos próprios limites e deixa a Copa do Brasil

O Corinthians encontrou uma maneira de atacar o Internacional. O problema foi não ter uma segunda alternativa quando mais precisou.

Na noite de quinta-feira, na Neo Química Arena, o atual campeão da Copa do Brasil venceu por 2 a 1, mas se despediu do torneio. A derrota por 2 a 0 no Beira-Rio pesou e, com 3 a 2 no placar agregado, a classificação ficou com os gaúchos.

Além de encerrar a defesa do título, a eliminação deixou um alerta para Fernando Diniz: o Corinthians ainda precisa encontrar diferentes maneiras de atacar quando seu plano principal não funciona.

Bola aérea funciona, mas vira caminho quase único

Diante de um Internacional fechado e disposto a proteger a vantagem, Diniz escalou Pedro Raul e apostou no jogo aéreo. A escolha fez sentido e, de fato, produziu resultado.

Os dois gols corintianos saíram pelo alto. Aos 42 minutos do primeiro tempo, Rodrigo Garro cobrou falta e Gustavo Henrique cabeceou para abrir o placar.

Apesar do gol, o Corinthians teve dificuldades para transformar a posse de bola em oportunidades claras. Faltaram combinações rápidas e jogadas capazes de desmontar a defesa adversária pelo chão. Assim, quando não encontrava espaço pelo meio, o time recorria aos cruzamentos.

As ausências de Yuri Alberto e Memphis Depay também pesaram. Sem seus principais atacantes, Diniz perdeu características importantes no setor ofensivo. Ainda assim, os desfalques não explicam sozinhos a pouca variedade apresentada pela equipe.

Gol do Inter aumenta pressão sobre o Timão

Pouco ameaçado durante boa parte do confronto, o Corinthians acabou castigado em uma das raras chegadas do Internacional. Bernabei invadiu a área e acertou um belo chute para empatar a partida.

A resposta veio novamente pelo alto. Aos 24 minutos, Matheus Bidu cruzou pela esquerda e Pedro Raul cabeceou para fazer 2 a 1.

A partir daí, porém, o cenário ficou claro: o Corinthians tinha a bola, ocupava o campo ofensivo e contava com o apoio da Arena, mas não conseguia transformar a pressão em chances realmente perigosas.

Fernando Diniz tentou mudar o time com as entradas de Matheus Pereira, André Carrillo, Allan, Dieguinho e Lingard. Mesmo com as alterações, a dinâmica ofensiva pouco mudou. O Corinthians continuou buscando cruzamentos e não encontrou o terceiro gol que levaria a decisão para os pênaltis.

Eliminação deixa recado para Diniz

É claro que a classificação não foi perdida apenas na Neo Química Arena. O 2 a 0 sofrido em Porto Alegre obrigou o Corinthians a entrar em campo com uma missão complicada.

Ainda assim, a partida de volta mostrou algo importante para a sequência do trabalho de Diniz. O treinador encontrou uma arma eficiente contra o Internacional, mas faltou uma alternativa quando o jogo exigiu algo diferente.

Depois de chegar pelo menos às semifinais nas últimas quatro edições da Copa do Brasil, o Corinthians encerra desta vez sua campanha mais cedo. Venceu em casa, mas não o suficiente para continuar defendendo o título.

Agora, o foco volta para o Campeonato Brasileiro. No domingo, às 18h30 (de Brasília), o Timão visita o Red Bull Bragantino, em Bragança Paulista.

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