A única boa notícia que o São Paulo traz do Maracanã, onde enfrentou o Fluminense pela décima sexta rodada do Brasileirão neste sábado, é que não perdeu de 6 a 0, como foi na visita aos cariocas no ano passado. Desta vez a derrota foi por 2 a 1, mas um placar enganoso, pois com um pouco mais de empenho a equipe tricolor carioca poderia ter goleado mais uma vez.
O time foi a campo com Rafael, Lucas Ramon, Dória, Sabino e Enzo Diaz; Danielzinho, Bobadilla, Cauly e Wendell; Artur e André Silva. O técnico interino Milton Cruz teve os desfalques de Luciano, lesionado, e Calleri, suspenso, além daqueles que continuaram de fora, como Alan Franco e Toloi. Se contava com alguém diferente no comando, nada mudou em relação à performance do time. Mesmo inovando com a dobra de laterais (Enzo e Wendell), não houve preocupação em ajustar o que mais vem trazendo problemas recentemente: a fragilidade da defesa, resultando em muitos gols sofridos.
O São Paulo não oferece nenhuma resistência defensiva e também não assusta ninguém com a criação e falta de eficiência no ataque. Com um time frágil desta forma, o erro é fatal e pudemos comprovar isto na prática, pois primeiro gol do adversário foi gerado com um erro de Sabino e depois com uma entregada de Dória, o Fluminense terminou o primeiro tempo vencendo por 2 x 0. Do lado ofensivo do time do Morumbi, nada a comentar.
No segundo tempo, o roteiro seguiu e como já mencionado, só não virando goleada porque o Fluminense não queria. O maior símbolo do atual momento do São Paulo é a primeira substituição do time no jogo, saiu Cauly, que jogo após jogo confirma que não irá a lugar nenhum com a camisa Tricolor, e entrou Ferreirinha, que já esgotou a paciência de todos os são paulinos. É impressionante como ele merece nota ZERO em eficiência e toma todas as decisões erradas possíveis. Sim, todas. Reflete bem o que a diretoria faz fora de campo, dentro dos gramados. Inclusive o banco de reservas do São Paulo é quase nulo, o que significa que qualquer mero desfalque vira um problema enorme, pois o nível entre titulares e reservas é um abismo (e nem temos os titulares como grande nível, o que agrava a situação).
No fim do segundo tempo, o São Paulo fez um gol com Dória, teve uma reclamação de pênalti e uma falsa pressão para buscar o empate. Tudo isso mais no conta dos cariocas, que diminuíram a intensidade, que na conta dos jogadores são paulinos.
Roger derreteu tudo o que o Crespo construiu no Campeonato Brasileiro, tanto em relação à pontuação quanto com o time que competia em qualquer partida. Para Dorival Júnior, que assume nesta segunda-feira, e já terá um jogo decisivo na Sulamericana na terça-feira à noite, significa que iniciará o trabalho do zero mesmo, sem legado nenhum deixado pelo último técnico, somente problemas. A torcida espera que assim como em 2017 e 2023, ele traga paz. Com apenas duas competições, o desempenho nos pontos corridos tende a ser melhor que na última passagem. Como ele lidará com as poucas opções na zaga? Conseguirá reintegrar Arboleda? O time voltará a ter mais volantes e competir? E o ataque, vai ser mais efetivo? Diante de todos os desafios, o que mais importa é recuperar a equipe para se aproximar dos 45 pontos e dar tranquilidade aos torcedores em um ano que esta palavra ainda não fez parte do vocabulário tricolor.
Vamo São Paulo!!!