O São Paulo tem um novo treinador. Trata-se de Dorival Jr., que vem para sua terceira passagem pelo clube com contrato até o fim da temporada. Entre idas e vindas, o técnico, ao contrário do seu antecessor, tem a aprovação do torcedor, o que traz tranquilidade nesse início de trabalho. Mas esse retorno traz à tona a falta de coerência nas decisões da diretoria tricolor, que, em um primeiro momento, não teria dinheiro para fazer essa contratação e, pouco tempo depois, anuncia Dorival, mostrando que os problemas do clube vão muito além do treinador.
Em meio a uma grande crise financeira, o São Paulo faz uma movimentação arriscada e que terá um custo muito alto: o salário do treinador e de sua comissão técnica será de 2 milhões de reais por mês, valores que não condizem com a realidade do clube. Além disso, o técnico tem uma quantia a receber referente a salários atrasados da sua segunda passagem. Os dirigentes tricolores parecem alinhados a sempre tomar as piores decisões, fazendo com que a torcida não tenha expectativas positivas dentro da temporada.
Crise à parte, vamos falar de futebol.
Com duas passagens distintas, Dorival teve um papel importante nos últimos anos no São Paulo. Em 2017, quando comandou a equipe pela primeira vez, foram 40 partidas com 17 vitórias, salvando o clube do rebaixamento. Mas foi na segunda passagem, em 2023, que fez história conquistando o título inédito da Copa do Brasil: foram 54 jogos com 25 vitórias, 13 empates e 16 derrotas. Em seu novo ciclo, ele tem pela frente o Campeonato Brasileiro, onde o time está na quarta colocação e busca a classificação para a Libertadores de 2027, e também a Sul-Americana, onde está a uma vitória de se classificar para as oitavas da competição, sendo a única possibilidade de conquista na temporada.