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Sem Neymar e Gabigol, Santos encara o sintético e o embalo do Athletico em Curitiba

O Santos entra em campo nesta quinta-feira, às 19h, na Arena da Baixada, para enfrentar o Athletico-PR pela terceira rodada do Brasileirão. E não é exagero dizer: para o Santistas, o jogo já começa com teste de maturidade. Sem Neymar e Gabigol, preservados por conta do gramado sintético, o time de Juan Pablo Vojvoda precisa provar que não depende apenas de nome para competir em alto nível.

A decisão de poupar a dupla é , no momento, compreensível. Neymar ainda retorna de artroscopia no joelho esquerdo e Gabriel sente dores musculares. Forçar no sintético poderia ser irresponsável. Mas é impossível ignorar o peso simbólico: o Santos vai a Curitiba sem suas duas maiores referências técnicas justamente quando ainda busca a primeira vitória no campeonato.

Na estreia, derrota por 4 a 2 para a Chapecoense. Depois, empate em 1 a 1 com o São Paulo na Vila. O triunfo sobre o Noroeste, no Paulista, serviu para aliviar o ambiente, mas não muda o fato de que o Brasileirão exige outro nível de consistência. O Santos precisa começar a pontuar, e mais do que isso, convencer. Se não vai ser mais um ano fazendo conta para atingir os 45 pontos.

Sem Gabigol, a tendência é Thaciano assumir a função mais adiantada, com Rony e Barreal pelos lados. No meio, Gabriel Menino retorna e deve formar trio com João Schmidt e Miguelito (ou Gabriel Bontempo). A espinha dorsal é essa:

Provável Santos: Gabriel Brazão; Igor Vinícius, Zé Ivaldo, Luan Peres e Escobar; João Schmidt, Gabriel Menino e Miguelito (ou Bontempo); Barreal, Thaciano e Rony.

A defesa ainda busca equilíbrio. A bola parada defensiva preocupa, tanto que foi foco de treino no CT Rei Pelé. E contra um Athletico que vive bom momento , são quatro vitórias seguidas na temporada e triunfo sobre o Internacional na estreia do Brasileiro , para o Peixe qualquer desatenção custa caro.

Mas há um ponto positivo: o Santos começa a ganhar alternativas. Moisés pode ser novidade, e o retorno de peças importantes no meio reforça a ideia de que o elenco está sendo reconstruído com critério.

O Athletico de Odair Hellmann mantém base sólida, intensidade e velocidade pelos lados. A tendência é repetir a estrutura com três zagueiros e alas agressivos. Jogar em Curitiba, no sintético, contra um time confiante, nunca foi simples e o Santos historicamente sente esse cenário.

Se o time da baixada santista quiser algo além de “competir bem”, precisará de concentração máxima e personalidade. Não basta se defender corretamente. Será preciso coragem para jogar. E aproveitar todos os espaços, precisa de intensidade.

E a lei do ex está presente no duelo, trazendo ingredientes emocionais interessantes:

  • Rony, que já vestiu a camisa do Athletico, conhece o ambiente e pode usar isso a favor.
  • Zé Ivaldo, outro com passagem pelo Furacão, também reencontra o ex-clube.
  • Do outro lado, Speedy Mendoza, que teve passagem apagada pelo Santos, pode encarar o jogo com motivação extra e sabemos como esse roteiro costuma funcionar no futebol.

O Santos não precisa apenas pontuar. Precisa mostrar evolução clara. A ausência de Neymar e Gabigol não pode servir de muleta narrativa. Time grande se organiza para não depender de um ou dois nomes.

Se o Peixe sair de Curitiba com postura, organização e competitividade real, mesmo que o resultado não seja ideal, haverá sinais positivos. Mas se repetir os erros defensivos e a instabilidade emocional das primeiras rodadas, o discurso de “processo” começa a ficar frágil.

O Brasileirão não espera reconstrução terminar. Ele cobra. E o Santos precisa começar a responder agora.

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