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RD Congo luta até o fim, mas perde para a Colômbia e adia sonho da classificação

A República Democrática do Congo foi derrotada pela Colômbia por 1 a 0 nesta terça-feira (23), pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. O resultado garantiu a classificação dos colombianos para as oitavas de final e deixou a seleção africana em situação delicada na competição.

Apesar da derrota, a atuação congolesa esteve longe de ser decepcionante. Diante de uma das seleções mais fortes do grupo, a equipe comandada por Sébastien Desabre voltou a demonstrar organização tática, comprometimento defensivo e muita competitividade. O problema foi novamente a dificuldade para transformar resistência em resultado.

A RD Congo passou grande parte da partida sem a posse de bola, mas conseguiu executar seu plano de jogo por quase todo o confronto. A equipe fechou espaços, dificultou a circulação colombiana e obrigou o adversário a trabalhar muito para encontrar brechas.

Sistema defensivo volta a ser destaque

Se houve um aspecto positivo para os congoleses foi mais uma vez a consistência defensiva.

A linha defensiva montada por Desabre funcionou durante boa parte da partida. Os zagueiros fizeram um jogo seguro, os alas ajudaram constantemente na recomposição e o meio-campo conseguiu fechar os espaços centrais, setor onde a Colômbia costuma criar muitas de suas jogadas.

O trabalho coletivo permitiu que a RD Congo sobrevivesse aos momentos de maior pressão e mantivesse o jogo equilibrado durante mais de 70 minutos.

Outro destaque foi o goleiro Lionel Mpasi. O arqueiro realizou importantes intervenções ao longo da partida e foi um dos principais responsáveis por manter os africanos vivos no confronto até a reta final.

Ataque produziu pouco e voltou a preocupar

Se a defesa fez seu papel, o setor ofensivo novamente apresentou dificuldades.

A RD Congo encontrou poucos espaços para contra-atacar e teve dificuldades para sustentar a posse de bola quando recuperava a bola. Wissa, Bakambu e companhia receberam poucas oportunidades em condições favoráveis e praticamente não conseguiram incomodar o goleiro Camilo Vargas.

O time até demonstrou disposição para acelerar as transições, mas faltou qualidade no último passe e maior presença ofensiva para transformar recuperações de bola em chances claras de gol.

É um problema que já havia aparecido em outros momentos da preparação e que volta a preocupar pensando na sequência do torneio.

Gol de Muñoz castiga resistência congolesa

Depois de resistir durante quase toda a partida, a defesa congolesa acabou sendo superada aos 31 minutos do segundo tempo.

Em uma das poucas situações em que a Colômbia conseguiu acelerar a circulação da bola, Juan Quintero encontrou Daniel Muñoz livre pelo lado direito. O lateral finalizou, contou com um desvio na defesa e viu a bola morrer no fundo das redes.

O lance acabou premiando a insistência colombiana, mas também foi cruel com uma equipe que vinha executando seu plano defensivo de forma quase perfeita.

Após sofrer o gol, a RD Congo tentou avançar suas linhas e buscar uma reação, porém encontrou dificuldades para criar oportunidades de perigo e não conseguiu evitar a derrota.

Sonho da classificação ainda está vivo

Apesar da derrota, a equipe mostrou novamente que consegue competir em nível de Copa do Mundo. A organização defensiva segue sendo um ponto forte, mas será necessário encontrar soluções ofensivas para transformar boas atuações em resultados.

A sensação deixada pela partida é de que a RD Congo continua evoluindo coletivamente, mas precisa ser mais agressiva quando tem a oportunidade de atacar. Contra adversários deste nível, apenas defender bem normalmente não é suficiente.

Agora, a seleção africana encara o Uzbequistão na última rodada da fase de grupos. Pelo futebol apresentado até aqui, os Leopardos chegam com boas credenciais e aparecem como favoritos para o confronto. Em caso de vitória, a RD Congo terá grandes chances de avançar aos 16 avos de final como uma das melhores terceiras colocadas da competição.

O sonho de uma classificação histórica segue vivo. Depois de competir de igual para igual com Portugal e fazer um jogo equilibrado contra a Colômbia, a equipe mostrou que tem condições de brigar pela vaga até o fim. Resta transformar o bom desempenho em resultado e dar mais um passo para escrever um capítulo inesquecível na história do futebol congolês.

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