Portland Trail Blazers atropela o London Lions sem encontrar resistência
O Portland Trail Blazers atropelou o London Lions por 119 a 66 em seu segundo compromisso na pré-temporada 2026-27. O placar de massacre reflete um duelo disputado em ritmos completamente distintos: no intervalo, a vantagem da equipe americana já era de 72 a 33, permitindo ao técnico Micah Nori dar rodagem aos reservas e rodar formações táticas.
Em um confronto sem Damian Lillard e no qual nenhum titular jogou mais de 20 minutos, a verdadeira relevância do jogo residiu nos testes de desenvolvimento individual e nas lacunas defensivas expostas pelo banco de reservas.
Sinais Positivos no Desenvolvimento de Scoot Henderson e Yang Hansen
Em um jogo de disparidade técnica gritante, os desempenhos individuais de jogadores sob pressão por espaço na rotação ganham destaque. Scoot Henderson e Toumani Camara lideraram o ataque com 14 pontos cada, com Henderson exibindo um aproveitamento notável do perímetro ao converter 4 de 5 arremessos de três pontos. Para um jogador que busca maior consistência ofensiva para se estabelecer no elenco principal, a eficiência no chute de longa distância sinaliza uma evolução relevante no seu jogo.
No garrafão, o pivô Yang Hansen teve uma atuação cirúrgica: converteu 6 de 8 arremessos de quadra, distribuiu 4 assistências e cometeu apenas 2 desperdícios de bola. O bom posicionamento ofensivo de Hansen facilitou a fluidez do ataque do segundo time, demonstrando maturidade na leitura dos espaços. Embora o nível do adversário exija cautela em qualquer diagnóstico definitivo, ambos cumpriram exatamente o que se esperava contra uma oposição inferior.
Mesmo com a sapecada o alerta deve estar ligado
Enquanto os titulares dominaram a partida sem sobressaltos, a entrada da segunda unidade revelou problemas táticos preocupantes no sistema defensivo do Portland. Os reservas demonstraram dificuldades na defesa de ponto de ataque contra bloqueios diretos, permitindo que os armadores do London Lions infiltrassem com facilidade na primeira linha defensiva.
Essa falha inicial forçou rotações defensivas atrasadas e ajudas desnecessárias, abrindo espaço para arremessos de três pontos totalmente desmarcados no perímetro. Diante de um time britânico limitado, a falha não custou o resultado. Contudo, em cenários de temporada regular contra ataques mais qualificados da NBA, essa incapacidade de manter a integridade defensiva na leitura do pick-and-roll básico resultará em punições imediatas e prejuízos reais no placar.
Qual é o próximo desafio nessa Pré Temporada?
O Portland Trail Blazers viaja para enfrentar o Sacramento Kings fora de casa, às 23h (horário de Brasília). O confronto contra um adversário direto da Conferência Oeste oferecerá o primeiro teste real de nível NBA para avaliar se os ajustes defensivos e a evolução dos jovens reservas resistem a um grau elevado de exigência física e tática.
