Copa do BrasilFutebolSão Paulo

O melhor e o pior jogo para recolher os cacos

O São Paulo, hoje (13), tem um grande desafio, após um final de semana trágico. O Tricolor enfrenta o Juventude no Alfredo Jaconi pela Copa do Brasil. O adversário, apesar de disputar a segunda divisão, historicamente é muito poderoso em seus domínios.

Necessidade de resposta

A última partida do Clube da Fé, um Majestoso fora de casa, causou grande desconfiança no torcedor. Uma atuação muito fraca contra o maior rival, que terminou com uma derrota magra que não representou o que foi o jogo. Pelo volume criado, uma goleada corintiana seria mais condizente. Um 3×2 com um tento criado por uma lambança da defesa adversária e um gol-contra descontando três gols sofridos que poderiam ter sido mais.

O trabalho de Roger Machado também não convenceu o torcedor são-paulino, que segue magoado com a diretoria com a demissão de Crespo. Há cada vez mais motivos para se criticar os cartolas do clube, especialmente após o áudio supostamente vazado em que o presidente Harry Massis descarta a demissão do treinador por falta de dinheiro, além de afirmar que o time não será campeão este ano.

A fala, porém, traz duas contradições. Não foi uma declaração com o mesmo tom “derrotista” um dos motivos para o desligamento de Hernán Crespo? E, se não havia dinheiro para pagar uma rescisão contratual e mais um salário – o que à época já não era segredo para ninguém -, por que o técnico argentino não teve o mesmo benefício do brasileiro?

Exigência física

Enfrentar um time mais frágil em um momento delicado costuma ser bom por trazer uma maior probabilidade de vitória. O Juventude de fato não é dos times mais desafiadores. Contudo, o São Paulo precisa voltar seu foco para o Campeonato Brasileiro, no qual o time ainda está bem colocado e nutre o sonho de classificação para a Libertadores.

O resultado magro no jogo de ida, ainda que positivo, traz uma exigência de maior atenção à volta, pois enfrentar o alviverde no sul não é tarefa simples. Mas forçar mais os titulares pode cobrar um preço em um calendário tão apertado. O desgaste físico e emocional de uma partida de mata-mata, especialmente quando a fase não é boa, aumenta o risco de lesões em um elenco que já é curto, o que pode atrapalhar os planos do Tricolor no longo prazo.

A temporada é longa e o São Paulo precisa apresentar uma recuperação se quiser brigar por título nas copas e se manter em uma colocação do Brasileirão que o coloque na Libertadores.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *