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Com Tuchel “não super feliz” e sem empolgar, Inglaterra vence Nova Zelândia

A vitória da Inglaterra por 1 a 0 sobre a Nova Zelândia, em amistoso de preparação, serviu mais para evidenciar virtudes e dúvidas do que propriamente para empolgar. Thomas Tuchel utilizou duas equipes diferentes ao longo da partida e saiu satisfeito apenas em parte, admitindo posteriormente que a equipe atuou de maneira excessivamente “freestyle” em alguns momentos, fugindo do posicionamento trabalhado nos treinamentos. Vale destacar que a equipe inglesa não contou com os quatro jogadores do Arsenal, Declan Rice, Eberechi Eze, Bukayo Saka e Noni Madueke, que jogaram a final da Champions League e foram poupados deste amistoso.

Entre as notícias positivas, Harry Kane segue sendo a principal referência dos ingleses. Mais uma vez decisivo, o atacante demonstrou por que continua sendo considerado indispensável, fazendo o gol da vitória, nos acréscimos do primeiro tempo. Jude Bellingham também reforçou sua candidatura a um papel central na equipe ao assumir a braçadeira de capitão na segunda etapa e mostrar personalidade e criatividade. Além disso, a boa entrada de Nico O’Reilly abriu uma nova possibilidade para o meio-campo, oferecendo mais equilíbrio e intensidade. Por outro lado, algumas preocupações permanecem. John Stones, retornando após um período de poucos jogos, ainda não transmitiu a segurança esperada e foi apontado como uma das fragilidades defensivas da equipe. Morgan Rogers teve dificuldades na função de armador, enquanto Ollie Watkins, atuando fora de posição, pouco conseguiu produzir. 

A busca por maior organização coletiva continua sendo uma das prioridades de Tuchel, que espera ver uma equipe mais disciplinada taticamente quando a Copa começar. Lembrando que a responsabilidade do treinador alemão aumentou bastante após a convocação final da Inglaterra para o Mundial. Na verdade, os debates ficaram sobre nomes como Phil Foden, Cole Palmer, Trent Alexander-Arnold e Harry Maguire, fora da lista definitiva, decisões que dividiram opiniões pela experiência e qualidade dos atletas ausentes. Ainda assim, Tuchel apostou em um grupo capaz de equilibrar juventude e rodagem internacional, acreditando que a equipe poderá crescer durante o torneio. Mesmo sem chegar na Copa do Mundo em sua melhor versão, os ingleses seguem sendo tratados como candidatos a uma boa campanha, confiando que o talento individual e a evolução ao longo da competição possam transformá-los em protagonistas. Antes da estreia contra a Croácia, no dia 17, pelo grupo L, os ingleses terão mais um amistoso, contra a Costa Rica, no próximo dia 10.

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