BOMBA NO GALO: SAMPAOLI CAI E DEIXA ATLÉTICO EM CHAMAS ANTES DE DECISÃO NO MINEIRO!
Sampaoli já vinha sendo questionado pelas atuações e, mais do que isso, pelo que o time apresentava, ou melhor, não apresentava. Depois dessa última partida contra o Remo, ficou evidente o questionamento: o treinador não colocava os melhores para jogar ou privilegiava apenas os jogadores de sua confiança?
O fato é que Sampaoli nunca se entendeu bem com Hulk. Mesmo assim, como o atacante entrega resultados, o técnico acabava escalando-o, ainda que isso significasse perder poder de marcação e o “perde e pressiona”.
Além de não definir um time ideal e seguir mesclando a equipe, algo que não considero errado, pois sempre defenderei a continuidade do trabalho, Sampaoli não entregou os resultados que a torcida esperava. O questionamento que fica agora recai sobre o futuro imediato: no jogo decisivo pelo Campeonato Mineiro, quem comandará o time será o auxiliar interino Lucas Gonçalves.
Falando em interino, sou a favor da manutenção de Lucas à frente do Galo. Ficar demitindo treinador, pagando multa e trazendo outro que não vai agregar em nada, pois provavelmente será um nome já conhecido do mercado — não é a solução. Diante deste cenário, daria uma chance ao Lucas, pois ele está no Galo há muito tempo e conhece profundamente o clube e os jogadores.
Sampaoli chegou ao Galo no ano passado com a missão de tirar o time da zona de rebaixamento e conseguiu. O que mais causa indignação é que todos sabiam que este seria um ano de reformulação, mas a cultura brasileira exige resultados imediatos e não permite a continuidade do trabalho. Esse imediatismo queima qualquer treinador, e sou extremamente contra esse tipo de postura.
Por fim, Sampaoli deixa o Galo com 35 partidas disputadas e um aproveitamento de pouco mais de 40%, somando 10 vitórias, 16 empates e 8 derrotas. Esta foi a segunda passagem do argentino pelo clube. Na primeira, em 2020, foram 45 jogos, 26 vitórias, 9 empates e 10 derrotas, campanha que levou a equipe ao título estadual daquele ano.
A pergunta que fica é: até quando a diretoria vai acreditar ou blindar um técnico e não o demitir na primeira oscilação? Aguardemos os próximos capítulos desta bagunça que hoje é o Atlético Mineiro.
