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Curaçao conquista ponto histórico e mostra evolução diante do Equador

Após sofrer goleada na estreia, seleção caribenha cresce defensivamente, segura a pressão equatoriana e soma seu primeiro ponto em Copas do Mundo
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REUTERS/Kai Pfaffenbach

Depois da dura derrota por 7 a 1 para a Alemanha na estreia, Curaçao precisava dar uma resposta rápida na Copa do Mundo. E ela veio.

Neste sábado (20), a seleção caribenha empatou por 0 a 0 com o Equador e conquistou o primeiro ponto de sua história em Mundiais. Mais do que o resultado, a atuação mostrou uma equipe muito mais organizada, competitiva e preparada para enfrentar adversários de alto nível.

O cenário foi completamente diferente daquele visto diante dos alemães. Se na estreia a equipe sofreu para controlar os espaços e foi constantemente exposta, desta vez mostrou disciplina tática, compactação defensiva e muita entrega durante os 90 minutos.

Mesmo com menos posse de bola e passando boa parte da partida defendendo, Curaçao executou seu plano de jogo com eficiência e deixou o gramado com a sensação de dever cumprido.

Evolução defensiva foi a grande notícia

A principal evolução em relação ao jogo anterior esteve no comportamento sem a bola.

Curaçao reduziu os espaços entre as linhas, protegeu melhor a entrada da área e obrigou o Equador a finalizar diversas vezes sob pressão. Mesmo sofrendo um volume muito alto de ataques, a equipe raramente perdeu sua organização defensiva.

Armando Obispo, Jurien Gaari e Sherel Floranus fizeram uma partida de enorme entrega e lideraram um sistema defensivo que resistiu durante praticamente todo o confronto.

Mas o grande nome da partida foi Eloy Room. O goleiro realizou impressionantes 15 defesas e protagonizou uma das maiores atuações individuais desta Copa do Mundo até aqui. Em vários momentos, quando o Equador parecia próximo do gol, foi ele quem apareceu para manter o empate e garantir um resultado histórico para a seleção caribenha.

Chong e Bacuna deram fôlego às transições

Apesar de ter passado a maior parte do jogo defendendo, Curaçao não se limitou apenas a se proteger.

Tahith Chong foi uma importante válvula de escape pelos lados do campo e conseguiu conduzir algumas transições perigosas. Já Juninho Bacuna teve papel importante na organização das poucas saídas ofensivas da equipe e ajudou a aliviar a pressão em momentos importantes da partida.

Livano Comenencia também mostrou personalidade mais uma vez. O jovem participou ativamente das jogadas de contra-ataque e tentou acelerar o jogo sempre que encontrava espaço.

As oportunidades criadas foram poucas, mas a seleção mostrou a mesma coragem que havia demonstrado na estreia diante da Alemanha.

Empate mantém vivo o sonho da classificação

Ofensivamente, Curaçao ainda mostrou limitações e criou pouco. Porém, defensivamente a equipe deu um salto enorme de qualidade em relação à estreia.

O empate não foi fruto apenas de uma grande atuação do goleiro. Foi consequência de uma equipe que soube sofrer, se manteve organizada e executou com precisão a estratégia definida pela comissão técnica.

Depois da goleada sofrida para a Alemanha, muitos imaginavam que Curaçao apenas cumpriria tabela na competição. O empate contra o Equador mostrou exatamente o contrário.

A classificação segue complicada, mas a seleção chega para a última rodada muito mais confiante. Mais importante do que o ponto conquistado foi a demonstração de que a equipe pode competir em nível de Copa do Mundo e dificultar a vida de qualquer adversário quando reproduzir uma atuação tão disciplinada quanto a deste sábado.

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