Atlético x Inter: Eduardo Domínguez precisa de mudanças que impactem o time
Nesta quarta-feira, Atlético e Internacional se enfrentam em jogo válido pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro. A partida está marcada para acontecer na Arena MRV, em Belo Horizonte, às 19h. E se a fase do Galo é ruim, pode-se dizer que a do time porto-alegrense também não é das melhores.
Mesmo que a derrota do último final de semana na final do Mineiro tenha repercutido Brasil afora, o desfecho do Colorado não foi muito diferente: mesmo tendo empatado em 1×1 com o rival Grêmio, também ficou com a vice-colocação de seu estadual. As semelhanças não param por aí: na classificação do Brasileirão, o Atlético está na 17ª posição, apenas uma acima do adversário, ambos com apenas dois pontos na competição após dois empates e duas derrotas em quatro jogos.
Todo esse contexto adicionado ao fator casa fazem com que essa seja uma oportunidade clara para o Galo de vencer e iniciar uma esperada retomada de confiança… ou qualquer coisa que a Massa possa se apegar para sentir vontade de acompanhar este time novamente.
Mesmo com esse resquício de esperança para a partida, a ocasião ainda desperta receio. Isso devido ao histórico do Atlético jogando em BH em 2026 (apenas uma vitória em dez jogos) e aos desfalques para a partida: Natanael (expulso contra o Grêmio na última rodada) e três jogadores que vinham se destacando na zona de maior carência do Galo, sendo eles Alexsander, Cissé e Maycon. Além disso, a presença da torcida anfitriã na Arena hoje deve ser, no mínimo, discreta. As expectativas são de cerca de somente 10 mil torcedores do lado de cá, sintoma natural e inevitável do descaso dos gestores com o time e a própria Massa.
Por isso, a melhor solução – e talvez a única, considerando o que está ao alcance dele – que o Barba pode encontrar seria justamente uma nova cara ao time. De repente inventar um pouco, deixar o Franco na direita e usar o Patrick como volante. Uma coisa é certa: jogadores como Bernard, Igor Gomes, Dudu e companhia seguem sendo preteridos mesmo sem terem entregado performance ou resultado. Tá na hora de dar uma chance a quem quer jogar. Cassierra, Minda, Patrick, e até os meninos da base, por que não? Como Pascini, Cauã Soares e Gabriel Veneno. Todos estes certamente representam mais a Massa em campo do que os nomes citados anteriormente.
Em 2025, vimos Patrick assumir a titularidade e jogar bem enquanto esteve em campo. Até que se lesionou e nunca mais entrou em campo. O mesmo diretor que trouxe o jovem volante reserva do Porto B foi até os jogadores em tom de cobrança após o último clássico. Por que o garoto que ele trouxe como solução dos problemas ainda não estreou, mesmo depois de mais de um mês treinando? Mesmo sem mais volantes além dele, como pode ele não jogar? São todas dúvidas às quais queremos respostas. Mais importante que isso, o time demanda mudanças. E quem tem o poder de executá-las, ousadamente e de peito aberto, é o novo treinador do Atlético, a quem irá recair a responsabilidade, como foi com seus antecessores.
