Até onde vale o esforço por Jhon Árias?
Quanto vale um ídolo? Afinal, Jhon Árias é um ídolo da torcida tricolor?
Na noite desta terça-feira (03), a notícia de que Palmeiras e Wolverhampton se acertaram pela transferência do jogador colombiano pegou todos de surpresa. Até então, no noticiário do clube carioca, muito se falava sobre a possível chegada de Denis Bouanga, considerado um dos melhores jogadores da MLS, e até quanto o Fluminense deveria esticar a corda para fazer a transferência do gabonês. Os valores, que giram em torno de 15 milhões de dólares, eram considerados altíssimos para os padrões do clube, pelo menos até ontem.
Agora a bola da vez é saber se a diretoria irá exercer cláusula de preferência de compra, garantida no contrato da venda do ex-jogador do time na sua saída, a pouco mais de 6 meses.
Todos sabemos que apesar das grandes arrecadações conquistadas nos últimos anos e uma melhor organização de suas finanças, o Fluminense está longe de alcançar o patamar financeiro de Palmeiras e Flamengo. Grandes movimentações não podem ser feitas de qualquer maneira, afinal podem prejudicar anos de saúde do clube.
É possível financeiramente?
O mercado de transferências do futebol brasileiro está movimentando valores jamais vistos antes por aqui. Não somente os “ricos”, mas também os clubes com mais dificuldade estão investindo mais em suas contratações. Contudo, o valor que o Fluminense terá que desembolsar para repatriar Arias chega a ser irreal. A maior transferência da história clube, até então, aconteceu em 2025 quando, por 6 milhões de dólares (37 milhões de reais), o Fluminense fechou a contratação do atacante uruguaio Augustin Canobbio.
Isso significa que caso o tricolor exerça sua cláusula de preferência de compra, de 25 milhões de euros (cerca de 154 milhões de reais) , essa se tornará a maior compra da história do clube, com um valor que chega a ser cerca de quatro vezes o valor do seu maior investimento.
Na última entrevista coletiva concedida, Matheus Montenegro, presidente do clube, afirmou ter um planejamento montado para volta do jogador, mas que não sabia se seria possível a viabilização desta operação. Apesar da capacidade e nível técnico do jogador, a pergunta que fica é por que o Fluminense faria tamanho esforço por Arias.
Jhon Arias é um ídolo?
Seu desempenho, entrega e conquistas pelo clube são inquestionáveis. Ao todo Arias venceu dois campeonatos cariocas, uma Libertadores e uma Recopa Sul-Americana. Além disso, o colombiano foi peça chave para que o tricolor permanecesse na Série A, em 2024 e para chegar às semifinais da Copa do Mundo de Clubes, em 2025. Contudo, o jogador jamais escondeu seu sonho de ir atuar na Europa, algo que magoou parte dos torcedores.
Seu possível retorno, para um rival na briga por títulos, após seis meses fora, pode afetar ainda mais sua relação com a torcida que já havia considerado que o jogador estava forçando sua saída. Declarações de que sua casa é o Fluminense e que se caso voltasse seria ao clube do Rio, serão colocadas em cheque neste momento, com a iminente volta ao futebol brasileiro.

O que pode ser sacrificado pela sua volta?
O Fluminense tem feito uma boa janela de transferências em 2026, com boas contratações, por bons valores. Caso sua volta signifique que o clube não irá atrás de um camisa 9 e um zagueiro titular, essa transferência pode vir a ser maléfica para o Fluminense.
Há uma vida pós Jhon Arias no Fluminense, onde, hoje com Zubeldia, o time aprendeu a jogar sem o craque colombiano e que possui outras necessidades mais urgentes.
Não há dúvidas que sua volta seria maravilhosa para o clube, porém não a qualquer custo.

