África do Sul aposta em seu estilo de jogo, mas estreia com derrota na Copa do Mundo 2026
É admirável que uma equipe tenha seu próprio estilo de jogo e que não abdique da ideia do seu treinador na grande parte jogo, ainda mais quando falamos de seleções que têm poucos encontros durante o ano e, por isso, pouco tempo de treino.
A seleção sul-africana é assim. Com time que é praticamente baseado na principal equipe do país, o Mamelodi Sundowns, a seleção africana pratica um jogo apoiado, de aproximação e que busca sair de pressão, quebrar as duas primeiras linhas da defesa e, assim, ter superioridade na transição ofensiva.
Na tarde desta quinta-feira, contudo, no jogo de abertura do maior torneio esportivo do mundo, a ideia de jogo do treinador Hugo Broos foi por água abaixo em poucos minutos. Isso porque os donos da casa começaram com tudo, no ritmo da sua torcida que lotou o estádio Asteca e mostrou qual deve ser o país sede mais divertido de assistir os jogos.
Com apenas 9 minutos de jogo, o México roubou a bola na entrada da grande área, em uma tentativa de saída de pressão da defesa sul-africana, e Quiñones abriu o placar para os mexicanos. Parênteses para o goleador da tarde, que estava “endiabrado” e foi o melhor em campo até o momento em que esteve atuando.
Superioridade nítida
Se o normal de um time inferior que joga fora de casa, quando toma um gol cedo, é mudar de plano de jogo, a África do Sul não fez isso e manteve seu estilo. Técnicamente, porém o dia não era dos melhores para a seleção que desde a edição em seu país, em 2010, não disputava uma Copa do Mundo.
A pressão mexicana continuou e a África do Sul pouco saía da defesa e conseguia demonstrar alguma sensação de perigo. No segundo tempo a situação fico u ainda mais difícil com a expulsão de Sithole logo na volta do intervalo. Aos 22 minutos, Raul Jimenez, que se tornou o segundo maior artilheiro da história de seu país deu números finais ao jogo.
A partida só voltou a ter emoção por conta de Wilton Pereira Sampaio que expulsou, corretamente, mais dois jogadores. Zwane da África do Sul e Montes da seleção norte-americana.
Duro caminho pela frente
A sequência da fase de grupos para a seleção africana será complicada. Afinal a próxima partida será contra a Tchéquia, que também perdeu na estreia e precisa desesperadamente de uma vitória no próximo jogo.
Diante a Coreia, os europeus mostraram que sua principal arma é a fisicalidade e o joo aéreo. Ou seja, mais uma vez, o jogo por baixo e de saída de pressão dos africanos será posto a prova, mas dessa vez decidindo a vida na Copa do Mundo. O duelo acontece no próximo dia 18 (quinta-feira) às 13h , em Atlanta, nos Estados Unidos.
