A Fórmula 1 chega a Baku, para o histórico GP do Azerbaijão
Após o sonolento fim de semana na Espanha, a Fórmula 1 chega a Baku, que recebe a 15ª etapa da temporada. O circuito carrega características únicas que tornam a disputa pela vitória muito interessante.
O Baku City Circuit tem 6,003 km, 20 curvas e 51 voltas, totalizando pouco mais de 306 km de corrida. O traçado é anti-horário e foi desenhado pelo alemão Hermann Tilke. A primeira corrida aconteceu em 2016, ainda com o nome de GP da Europa. A partir de 2017, passou a receber oficialmente o GP do Azerbaijão.
A maior reta da temporada
Baku tem a maior reta da temporada, com 2,2 km.
Os carros chegam a velocidades muito elevadas, e o vácuo pode ser uma ferramenta importante na disputa por posições, visto que a pista não oferece muito efeito de esteira nesse ponto.
A velocidade máxima registrada nesse circuito foi de 378 km/h.
Com características mistas, Baku se divide em duas frentes que dificultam o acerto do carro para obter maior eficiência durante a corrida.
De um lado, temos longas retas com fortes frenagens devido às curvas fechadas. Do outro, temos o trecho da Cidade Velha, muito estreito e sinuoso, onde a precisão aerodinâmica do carro e o talento do piloto fazem muita diferença.
Por isso, quem encontrar o melhor acerto ao longo do fim de semana sai na frente na disputa pela vitória.
A própria Fórmula 1 descreve esse compromisso entre carga aerodinâmica e baixo arrasto como um dos principais desafios do circuito.
A famosa seção do castelo
Entre as curvas 8, 9 e 10 está um dos trechos mais famosos da Fórmula 1.
Os carros passam literalmente ao lado das muralhas da Cidade Velha de Baku, em uma seção extremamente estreita.
No ponto mais estreito, o circuito possui apenas 7,6 metros de largura.
É um trecho em que simplesmente não existe muito espaço para corrigir um erro.
Uma pequena escapada pode significar tocar o muro e danificar o carro. Abre o olho, Charles Leclerc.
É também uma das imagens mais características do calendário: um carro de Fórmula 1 passando a poucos centímetros das antigas muralhas da cidade.
O que esperar da corrida?
Baku oferece boas oportunidades de ultrapassagens por causa de sua enorme reta e do vácuo no primeiro trecho.
Em 2025, foram registradas 55 ultrapassagens.
E existe uma característica estratégica interessante: ultrapassar um adversário não necessariamente significa que a posição está garantida. Um piloto que acabou de ser ultrapassado pode permanecer próximo e utilizar o vácuo para devolver a ultrapassagem na sequência.
Safety Car
Segundo as estatísticas divulgadas pela Fórmula 1 para 2026, considerando as últimas seis corridas no Azerbaijão, a probabilidade histórica de entrada do Safety Car foi de 67%, enquanto a do Virtual Safety Car foi de 50%.
Por ser um circuito de rua, qualquer acidente pode provocar a entrada do Safety Car.
E a classificação?
A classificação em Baku costuma ser particularmente interessante porque uma volta perfeita exige combinar características muito diferentes.
O piloto precisa:
- aproveitar o vácuo;
- ter boa velocidade máxima;
- frear no limite;
- colocar o carro exatamente onde precisa nas curvas estreitas;
- evitar os muros;
- e ainda conseguir trabalhar os pneus.
Um erro mínimo pode destruir toda a volta.
Isso ficou especialmente evidente em 2025, quando a classificação teve nada menos que seis bandeiras vermelhas, um recorde para uma sessão de classificação da Fórmula 1.
Piloto com mais poles
Charles Leclerc é o único piloto com mais de uma pole em Baku, largando da primeira posição quatro vezes.
Maior vencedor
Max Verstappen e Sergio Pérez têm duas vitórias cada em Baku.
Volta mais rápida
O recorde oficial de volta é de 1min43s009, estabelecido por Charles Leclerc em 2019.
Equipe vencedora
A Red Bull é a equipe com mais vitórias em Baku, com cinco triunfos.
