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Tite assume comando de um Cruzeiro que limpa a folha e sonha com Gerson para a Libertadores

A chegada de Tite muda o patamar de exigência na Toca da Raposa. O clube retorna à Libertadores em 2026 com uma estratégia de mercado cirúrgica que privilegia a qualidade em detrimento do volume. A prioridade é clara e tem nome de peso: Gerson. A busca pelo multicampeão ex-Flamengo simboliza a ambição da nova gestão técnica, que já garantiu o goleiro Matheus Cunha e a promessa colombiana Néiser Villarreal para o setor ofensivo.

Para viabilizar esses investimentos, a diretoria promove uma faxina necessária no elenco. Nomes que não entregaram o esperado ou que perderam espaço, como Bolasie, Eduardo e o lateral Fagner, estão de saída. O zagueiro Gamarra também deixa o clube, retornando ao Athletico-PR. Esse movimento alivia a folha salarial e abre caminho para reforços pontuais, embora o clube tenha sofrido um revés na tentativa de trazer o zagueiro Vitão, perdendo a disputa de mercado para o Flamengo.

O grande desafio de Tite será gerir o assédio sobre suas principais peças. Enquanto sonha com Gerson e avalia o atacante Chico da Costa, o Cruzeiro precisa decidir se aceita os 50 milhões de reais do Zenit pelo reserva Jonathan Jesus e como lidar com as propostas europeias pelo artilheiro Kaio Jorge. Além disso, a situação de Gabigol exige uma resolução rápida, com o Santos surgindo como destino provável para um atleta que dificilmente permanecerá em Belo Horizonte. O ano começa com promessa de time forte, mas dependente da capacidade da diretoria em segurar seus talentos e fechar com seus alvos de elite.

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