Lesão de Cano aumenta pressão sobre o Fluminense na busca por centroavante
A lesão de Cano aumenta pressão sobre o departamento de futebol do Fluminense e transforma a busca por um camisa 9 em uma operação de emergência. A entorse no joelho sofrida logo no primeiro dia da pré-temporada tira a referência técnica de combate por 45 dias, um prazo que seria administrável em outro contexto, mas que soa alarmante nas Laranjeiras. Aos 38 anos e vindo de uma temporada de 2025 marcada por problemas físicos e secas de gols, o argentino dá sinais claros de que seu corpo já não suporta a carga total do calendário brasileiro sem um suporte à altura.
O elenco atual não oferece rede de segurança confiável. As alternativas internas são Everaldo, que amarga um jejum constrangedor de 21 jogos sem participação direta em gols, e John Kennedy, que ainda tenta reconstruir sua imagem e confiança após a falha na semifinal da Copa do Brasil. Zubeldía se vê em uma encruzilhada: iniciar o Campeonato Brasileiro e enfrentar o clássico contra o Flamengo com um ataque inoperante ou improvisar enquanto a diretoria corre contra o relógio.
Esse cenário de terra arrasada muda o status da negociação por Hulk. O que antes era tratado como uma contratação de impacto para elevar o patamar do time, agora vira uma necessidade técnica vital. Com Savarino praticamente certo para a criação, o foco financeiro e institucional precisa se voltar inteiramente para destravar o imbróglio com o atacante do Atlético-MG. Sem Cano e sem reservas que decidam, o Fluminense flerta perigosamente com um início de temporada comprometido pela falta de poder de fogo.
