GP dos Estados Unidos: curiosidades e o que está em jogo na F1
GP dos Estados Unidos de F1: conheça as curiosidades do Circuito das Américas
O Circuito das Américas recebe o Grande Prêmio dos Estados Unidos entre os dias 23 e 25 de outubro, pela 18ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1. Além disso, a prova abre a sequência de três corridas consecutivas nas Américas, que passará pelo México e terminará no Brasil.
Localizado em Austin, no Texas, o autódromo se destaca pela infraestrutura moderna e pelo traçado desafiador. Afinal, a combinação de curvas técnicas, retas longas e mudanças de elevação exige precisão dos pilotos e eficiência dos carros.
Enquanto isso, Kimi Antonelli chega à etapa com uma vantagem expressiva na liderança do campeonato. Diante desse cenário, confira com o Portal da Liga as principais curiosidades do GP dos Estados Unidos.
Sem Sprint neste ano
Diferentemente da edição anterior, o GP dos Estados Unidos não terá corrida Sprint em 2026. Portanto, a programação seguirá o formato tradicional, com treinos livres na sexta-feira, classificação no sábado e corrida principal no domingo, dia 25 de outubro.
Para a etapa, a Pirelli selecionou os compostos C2, C3 e C4, correspondentes aos pneus duros, médios e macios. Essa combinação oferece diferentes possibilidades estratégicas, conforme o desgaste dos pneus, a temperatura da pista e o ritmo de cada equipe.
Em 2025, Max Verstappen dominou o fim de semana em Austin. O holandês venceu tanto a Sprint de sábado quanto a corrida principal de domingo.
Além disso, o resultado da prova curta provocou mudanças importantes na disputa pelo campeonato. Oscar Piastri e Lando Norris abandonaram a Sprint após uma colisão envolvendo também Nico Hülkenberg.
Com isso, Verstappen reduziu a diferença para os dois pilotos da McLaren. A vitória na corrida principal, por sua vez, reforçou a recuperação do tetracampeão na reta final daquela temporada.
Conheça o Circuito das Américas
Austin recebe o Grande Prêmio dos Estados Unidos no Circuito das Américas desde 2012. Projetado pelo arquiteto alemão Hermann Tilke em parceria com o escritório americano HKS, o autódromo tem 5,513 quilômetros de extensão e 20 curvas.
Durante a corrida, os pilotos completam 56 voltas, percorrendo aproximadamente 308,4 quilômetros. No entanto, o principal desafio não está apenas na distância, mas também nas características variadas do traçado.
O circuito reúne referências de algumas das pistas mais famosas da Fórmula 1. Por exemplo, a primeira curva apresenta uma subida íngreme e um ponto de frenagem desafiador, enquanto o trecho entre as curvas 3 e 6 lembra a sequência Maggots e Becketts, de Silverstone.

Já as curvas 16, 17 e 18 remetem à famosa curva oito do antigo circuito de Istambul, na Turquia. Assim, o traçado combina diferentes estilos de curvas e exige equilíbrio entre velocidade nas retas e estabilidade nas partes técnicas.
Outro destaque aparece logo na primeira curva. A forte subida culmina em uma curva cega à esquerda, que exige precisão na frenagem e atenção redobrada na escolha da trajetória.
Curiosidades e possíveis ultrapassagens
As ultrapassagens estão entre os principais atrativos do Circuito das Américas. Isso acontece porque o traçado largo e as longas retas oferecem diferentes oportunidades de ataque ao longo da volta.
A primeira curva concentra uma dessas possibilidades. Depois de uma longa reta de largada, os pilotos enfrentam uma subida acentuada antes de frear e contornar a curva à esquerda.
Além disso, a curva 12 costuma proporcionar disputas intensas. A reta oposta permite que os carros ganhem velocidade antes da frenagem, criando boas condições para ultrapassagens, especialmente com o auxílio da asa móvel, quando disponível pelas regras da temporada.
Por outro lado, as curvas de alta velocidade exigem bastante dos pneus e da aerodinâmica. Quando um carro acompanha outro de perto, a turbulência pode reduzir a pressão aerodinâmica, também chamada de downforce, e dificultar o controle nas curvas rápidas.
As mudanças de elevação também tornam Austin um circuito singular. O desnível de aproximadamente 41 metros aparece logo no primeiro setor, com uma subida acentuada que culmina na curva cega à esquerda.
Consequentemente, os pilotos precisam encontrar o equilíbrio entre atacar e preservar o carro. Uma pequena imprecisão nessa região pode comprometer a sequência da volta e abrir espaço para os adversários.
A estratégia de boxes, por sua vez, pode definir o resultado da corrida. Uma das alternativas é o undercut, quando o piloto antecipa a parada para colocar pneus novos e aproveitar o ganho de desempenho.
Dessa maneira, ele pode retornar à pista mais rápido e superar um rival que ainda não parou. Entretanto, a eficácia dessa estratégia depende do tráfego, do desgaste dos pneus e do tempo perdido nos boxes.
Em 2026, a gestão de energia também ganha destaque com as novas regras técnicas da Fórmula 1. Portanto, administrar a energia elétrica e escolher os momentos certos para utilizá-la pode fazer diferença nas retas e nas disputas por posição.
Título pode ficar ao alcance de Kimi Antonelli
Kimi Antonelli chega ao GP dos Estados Unidos em posição privilegiada na disputa pelo título mundial de Fórmula 1. O italiano da Mercedes tem 102 pontos de vantagem sobre George Russell, seu companheiro de equipe, e pode conquistar o campeonato antecipadamente em Austin.
Para confirmar a taça nesta etapa, Antonelli precisa ampliar a diferença para pelo menos 125 pontos ao final da corrida. Na prática, uma vitória combinada com o nono lugar ou uma posição inferior de Russell pode garantir o título.

Entretanto, o resultado também depende dos demais concorrentes que ainda mantêm chances matemáticas. Lewis Hamilton está 111 pontos atrás do líder, enquanto Max Verstappen aparece 119 pontos distante.
Nesse cenário, uma vitória de Antonelli, combinada com um quinto lugar ou uma posição inferior de Hamilton, também deixaria o italiano inalcançável para o britânico. Da mesma forma, caso Verstappen termine em segundo, o resultado já será suficiente para eliminar suas chances matemáticas.
Apesar da vantagem expressiva, a disputa ainda exige atenção aos resultados dos concorrentes. Afinal, cada ponto pode alterar as combinações necessárias para a definição antecipada do campeonato.
Além da briga pelo título, Austin representa uma oportunidade importante para a Mercedes consolidar sua posição entre as equipes mais fortes da temporada. Por isso, o desempenho de Antonelli e Russell também terá impacto na disputa pelo campeonato de construtores.
Onde assistir ao GP dos Estados Unidos
Todas as sessões em pista do Grande Prêmio dos Estados Unidos poderão ser acompanhadas por meio do canal de TV fechado SporTV3, ou pelos streamings GloboPlay e F1 TV, oficial da categoria.
O GP dos Estados Unidos não será transmitido pela TV aberta Globo.
Confira a programação completa do GP dos Estados Unidos:
Sexta-feira, 23 de outubro
Treino Livre 1 – 14h30 (de Brasília)
Treino Livre 2 – 18h (de Brasília)
Sábado, 24 de outubro
Treino Livre 3 – 14h30 (de Brasília)
Classificação – 18h (de Brasília)
Domingo, 25 de outubro
Corrida – a partir das 17h (de Brasília)
