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O empate do Corinthians na ótica de quem assistiu no meio da torcida

Na segunda-feira, o Corinthians empatou com o Vitória por 1×1, em resultado frustrante que não ajudou em quase nada. Assisti o jogo dentro do estádio e, da arquibancada, trago minhas impressões sobre a partida.

Clarence Seedorf não estreou na beira do campo, mas a escalação da partida já foi responsabilidade dele, com surpresas que não surtiram efeito. O holandês escalou Vitinho, que não era titular há meses, provavelmente por ter sido seu companheiro de equipe na época de Botafogo. O jogador perdeu grande chance logo no início e não fez quase nada de positivo, parecendo que estava dormindo em campo.

Jesse Lingard também voltou a ser titular e, embora também não tenha enchido os olhos de ninguém, conseguiu ser melhor que o ponta-direita. Ambos foram obviamente ofuscados por Yuri Alberto, que correu tudo que podia e ainda fez o gol. Mais sobre ele depois.

Fora do trio de ataque, os jogadores que mais decepcionaram foram justamente os convocados pela seleção em outubro. Hugo Souza fez o que podia no lance do gol, mas ele só aconteceu pois o goleiro deu uma rebatida bizarra dentro da área, que resultou em escanteio e, alguns segundos depois, o gol. Matheuzinho foi o menos pior do trio, mas não parecia tão inspirado no jogo.

Breno Bidon, por sua vez, foi o pior jogador em campo. O jovem hesitou diversas vezes em dar passes arriscados ou profundos, preferindo jogar para trás ou realizar um drible pouco inteligente. Para coroar tudo, o jogador ficou os 90 minutos em campo e ainda perdeu a última chance que o Corinthians teve.

Falando do jogo em uma linha do tempo linear, é necessário falar que o Corinthians não foi tão mal assim. A equipe criou mais do que em jogos anteriores, mas mostrou o mesmo problema de chegar ao gol com chances claras. Apesar de quase 20 chutes no gol, foram poucas chances reais de marcar. O Vitória jogou para se defender como esperado e ainda foi agraciado com gol nos minutos finais do primeiro tempo.

O Timão voltou com mais garra no segundo tempo, mesmo que a qualidade tenha se mantido. A pressão deu resultado quando André, melhor jogador do Corinthians em campo, driblou para dentro da área e foi tocado, sofrendo o primeiro pênalti do Timão no Brasileirão. Sim, na RODADA 31, o “beneficiado” Corinthians teve um pênalti marcado ao seu favor pela primeira vez.

Yuri Alberto converteu e empatou o jogo, deixando o Corinthians vivo no jogo e com muita vontade de virar. As melhores chances vieram logo após o empate, mas não se concretizaram. Além disso, a equipe quase teve dois pênaltis a favor: o primeiro seria marcado, mas não foi por conta de um impedimento momentos antes da mão na bola.

O segundo pênalti foi um absurdo de não ser marcado, mas na verdade é compreensível. Se demoraram 31 jogos para marcar o primeiro pênalti do Corinthians no campeonato, imagina quanto vai demorar para marcar o próximo. Gui Negão, que entrou no segundo tempo, foi puxado pela gola da camisa, algo que seria falta até no futebol americano. Mas para o árbitro Sávio Pereira Sampaio, aparentemente nada deveria ser marcado. Para piorar, Breno Bidon conseguiu a bola logo após seu companheiro de time ser derrubado, mas perdeu o gol que seria da vitória.

Agora, o Corinthians tem 33 pontos, apenas um de diferença em relação a zona de rebaixamento. O próximo jogo será contra o Vasco, que é nosso freguês e foi eliminado da Sul-Americana ontem. Não há adversário melhor para conquistar uma vitória, já que os cariocas estão na mesma briga, apenas dois pontos na frente do Timão. É a hora de finalmente vencer, mudar de vez o astral do time e se manter na Série A.

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