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“Fomos competitivos, mas não fomos eficazes, nem eficientes” – Pedro Emanuel

Enfrentar o São Paulo no Morumbis em 2026 tornou-se uma das missões mais ingratas do futebol brasileiro. O tricolor paulista se assegura em um excelente retrospecto: 10 vitórias em 16 partidas, ostentando um aproveitamento de 70% e a quinta melhor campanha como mandante no Brasileirão. E mais uma vez, a equipe fez fazer a força de sua casa. Diante de um Vasco que buscou propor o jogo, a eficiência são-paulina no segundo tempo foi decisiva.

Em entrevista coletiva após a partida, o técnico português Pedro Emanuel avaliou o desempenho da equipe e lamentou a falta de aproveitamento nos momentos em que o Cruzmaltino dominou as ações:

“Hoje era um jogo muito importante para nós. Sabíamos da qualidade do São Paulo jogando em casa e por isso mesmo acho que o primeiro tempo fala bastante da forma que viemos jogar ou pelo menos tentar (…) Criamos boas chances e penso que demos uma brecha. O São Paulo também teve seu mérito. No segundo tempo o São Paulo nos empurrou um pouco para trás, nos precipitamos no último terço e perdemos muitas bolas, permitindo o São Paulo criar oportunidades. Poderíamos ter empatado, mas não conseguimos. Fica um sabor amargo. Fomos competitivos, mas não fomos eficazes, nem eficientes.”

Alerta ligado para a lesão de Paulo Henrique.

Além do resultado ruim, o torcedor vascaíno tem outro motivo para se preocupar. Não na tabela, no departamento médico. No final do primeiro tempo, o lateral direito Paulo Henrique sentiu dores após sofrer uma falta e precisou ser substituído no intervalo por Puma Rodríguez.

Com o duelo decisivo contra o Boca Juniors batendo à porta na próxima terça-feira, Pedro Emanuel detalhou a situação física do atleta e adotou um tom cauteloso, porém otimista:

“Foi um choque. Acredito que seja uma questão muscular. Agora a parte médica que vai definir, pode ser hoje, mas vamos reavaliar. Mas não sou médico. Vamos aguardar. Estou esperançoso de que não seja nada demais.”

Imagem: Transmissão / SporTv

A explicação para o momento das alterações: “Foi pobre a energia que nós chegamos ao último terço”.

Um dos pontos de questionamento por parte da torcida em alguns jogos tem é o tempo de resposta do treinador na gestão das substituições. Questionado sobre a estratégia de reter as alterações no momento em que a equipe demonstra precisar de mais energia, o treinador justificou a manutenção da estrutura principal para não “bagunçar” o padrão coletivo:

“Queríamos dar continuidade sem mexer muito nas dinâmicas e rotina da equipe. Senti também necessidade (de manter o time) porque era um jogo importante para nós. É um jogo que poderia nos permitir chegar a uma zona, não de conforto, mas um pouco mais distante que nos daria capacidade de respirar melhor. Nos preparamos bem para o jogo. Conhecemos bem a equipe do São Paulo, as qualidades que se revelaram no jogo, mas ficamos aquém na parte ofensiva. Foi pobre a energia que nós chegamos ao último terço, acho que foi a única observação. Não tenho nada a apontar sobre a dedicação dos jogadores, nada a apontar. Clássicos são assim mesmo. Quem chegasse com mais qualidade, clareza e conseguisse a primeira vantagem, teria mais chance de vencer o jogo”

Foto: Luis Robayo

O desenho tático com Jair.

Um dos destaques da coletiva envolveu a explicação sobre o meio campo vascaíno. O questionamento é como o Pedro Emanuel vê o posicionamento do atleta, como um clássico camisa cinco ou oito. O português explicou em detalhes a utilização do volante Jair em uma função de maior participação ofensiva, ao lado de Thiago Mendes na tentativa de furar o bloco baixo montado pelo São Paulo nos minutos finais.

“Hoje, curiosamente o Jair não entrou no lugar do Sosa. Tiramos os dois meias, um cinco e um oito que estavam jogando, e colocamos dois para meias para fazer dois oito (…) Quando senti necessidade de ter mais qualidade na nossa construção eu coloquei Thiago e Jair para jogar mais à frente e nos dar um pouco dessa clarividência que faltava. Sei a carreira do Jair e tem jogado mais vezes de cinco porque tem qualidade acima da média para aquilo que procura. Hoje tentei nos ajudar a criar porque sabia que com a vantagem o São Paulo ia se fechar como aconteceu. Foi até o Thiago que baixou mais vezes do que ele. A ideia foi aproveitar as características dos jogadores para fazer nosso jogo chegar mais à frente. Tivemos duas ou três boas chances que nos faltou um pouco para finalizar. Estou no Vasco para fazer o melhor e tirar bom proveito dos jogadores. Algumas vezes vou tomar boas decisões, outras nem tanto. Mas respeito as opiniões. Decido tudo pela minha cabeça e da minha equipe técnica. Não quer dizer que não ouço, mas tenho que tomar decisões.”

O time vascaíno volta a jogar pelo Brasileirão no sábado (24), ás 18h30, contra o Corinthians em São Januário.

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