Corinthians tenta comprar credibilidade à vista para reverter punição da CNRD
A diretoria do Corinthians recorre a uma manobra financeira para tentar recuperar a confiança perdida junto à CBF e destravar o mercado da bola. Após falhar na pontualidade das duas primeiras parcelas do acordo global de R$ 76 milhões, o clube planeja antecipar o terceiro pagamento, cujo vencimento original é apenas em 17 de janeiro. A estratégia serve unicamente para provar a mudança de postura exigida pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas para a queda do transfer ban.
O erro de cálculo da gestão alvinegra custou caro. Ao utilizar o prazo de carência de cinco dias para quitar as prestações anteriores, o clube viu a CNRD manter a proibição de registros mesmo após o pagamento. A antecipação agora surge como um atestado de boa-fé forçado pela necessidade urgente de reforçar o elenco. Para honrar o compromisso, o departamento financeiro aguarda a entrada de receitas da Liga Forte União, premiações da Copa do Brasil e a liberação de um empréstimo de R$ 70 milhões.
O cenário administrativo do Parque São Jorge segue caótico. Além de convencer a CBF, a diretoria precisa solucionar uma dívida de R$ 40 milhões com o Santos Laguna pela compra de Félix Torres para derrubar uma segunda punição, esta aplicada pela Fifa. Com um passivo total na casa dos R$ 2,7 bilhões, o Corinthians inicia 2026 apagando incêndios burocráticos para tentar viabilizar o futebol dentro de campo.
