Desmanche e aposta arriscada marcam o início da temporada do Atlético-MG
A reapresentação do elenco atleticano na Cidade do Galo expõe um planejamento que prioriza o corte de gastos em detrimento da montagem robusta do time. Jorge Sampaoli recebe o grupo nesta sexta-feira com apenas um reforço confirmado e uma lista extensa de baixas. A estratégia da diretoria ficou clara ao aliviar a folha salarial em R$ 1,5 milhão com as saídas de cinco atletas, incluindo peças utilizadas como Fausto Vera, Saravia e Bruno Fuchs.
O cenário torna-se preocupante para as pretensões do clube. A única contratação até o momento, o lateral Renan Lodi, chega com status de estrela, mas carrega o peso da inatividade desde setembro de 2025. Essa condição física obriga o departamento médico a realizar uma preparação especial, desfalcando a equipe de sua única novidade nas rodadas iniciais.
A situação do elenco pode se agravar ainda mais nos próximos dias. As conversas para as saídas de Guilherme Arana e Rony indicam que o processo de reformulação continua, o que pode enfraquecer setores vitais do time titular. Com o calendário nacional impiedoso antecipando o Campeonato Mineiro para o dia 10 de janeiro, Sampaoli não tem outra escolha senão recorrer aos garotos da base para o início da competição. A estreia contra o Betim servirá como um teste imediato para uma gestão que começa 2026 com mais lacunas no plantel do que soluções definidas.
