Calendário insano e elenco enxuto obrigam Sampaoli a dividir o Atlético em três times
O ano de 2026 começa para o Atlético-MG sob o signo da improvisação diante de um calendário impiedoso. Com a novidade do Campeonato Brasileiro começando já em 28 de janeiro, o técnico Jorge Sampaoli se vê forçado a adotar uma estratégia de fatiar o elenco em três frentes distintas. A ideia do comandante é criar uma competição interna entre um grupo focado no Nacional, outro no Estadual e uma terceira via composta por jovens promessas. Essa manobra tática tenta mascarar a lentidão da diretoria no mercado, que até agora garantiu apenas a chegada de Renan Lodi e ainda lida com a falta de ritmo de jogo do lateral.
O planejamento expõe os riscos assumidos pela gestão ao priorizar o corte de gastos. Enquanto o time principal mira a estreia pesada no Brasileirão contra o Palmeiras na Arena MRV, o Campeonato Mineiro servirá de laboratório forçado. A estreia contra o Betim, no dia 11 de janeiro, cairá no colo dos garotos da base e do time de transição, uma vez que o elenco principal mal terá tempo hábil de pré-temporada.
Essa divisão de forças será crucial para a sobrevivência do clube no primeiro semestre. Embora o Galo tenha o benefício de entrar na Copa do Brasil apenas na quinta fase e na Sul-Americana em abril, a realidade imediata exige respostas rápidas. Sampaoli precisará fazer a engrenagem funcionar com um plantel que perdeu peças vitais e ainda busca identidade em meio a um desmanche financeiro e negociações de saída pendentes, como a de Guilherme Arana.
