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O melhor time do mundo: toda semana, joga uma final diferente. O problema são os resultados…

Já perdemos as contas das vezes que falamos que “esse jogo é uma final” sobre uma partida do Corinthians. No último sábado foi a mesma coisa e o resultado foi igual a quase todos os outros jogos. Outra derrota, dessa vez por 3×2.

Mas essa foi bem pior do que as outras. Primeiro por ser um confronto direto e o resultado ser muito importante. Segundo pelo fato do Vasco ser freguês histórico do Corinthians até nos momentos mais difíceis da história do clube. Quando, aos 12 do segundo tempo, o Timão virou o jogo com Matheus Bidu, tudo parecia que estaria muito bem.

Aí veio o terceiro motivo: a forma que tudo aconteceu. Clarence Seedorf, que ainda não conhece o elenco, utilizou um péssimo momento para testar. Na minha opinião, é importante dizer que não é culpa dele, que precisou tirar Yuri Alberto por necessidade (estava muito cansado) e tinha que colocar alguém no lugar. Entrou Gui Negão, que deu show de falta de habilidade, incluindo entregando a bola de graça no que culminou o empate do Vasco. A equipe, desesperada, resolveu ir com tudo para cima e ainda levou o terceiro no contra-ataque, perdendo o jogo.

Difícil demais se recuperar de uma partida assim, mas vi coisas positivas na equipe. Angileri e Matheus Bidu fizeram uma boa dobra de laterais pelo lado esquerdo. Matheus Bidu, jogando praticamente como um ponta, foi responsável por bons ataques da equipe e foi recompensado com o segundo gol. André também parece se destacar no comando de Seedorf e Yuri Alberto, embora só tenha marcado um gol desde voltar ao time titular, voltou bem e ajudando a equipe.

Mas não adianta ter pontos positivos se o resultado não vier. Para o corinthiano, que infelizmente está acostumado com a equipe lutando contra o rebaixamento, a situação é bem parecida com 2023. Ganhar jogos mesmo com atuação ruim para somar os pontos necessários. Naquele ano, vencemos jogos dificílimos contra Cuiabá, Grêmio e Vasco, todos fora de casa, para se manter na primeira divisão. No momento, estamos em 18º com 33 pontos e dois atrás do primeiro time fora do Z4. Parece uma distância eterna, mas é muito simples de tirar ela: vencendo.

O próximo jogo é contra o Mirassol em casa e, de todas as “finais” que o Corinthians joga recentemente, essa parece realmente ser a mais importante. Vencer não significa somar apenas três pontos, mas a possibilidade de sair da zona de rebaixamento enquanto mantém a equipe do interior preocupada, com chances de cair. Empate pode deixar o Timão mais no buraco, enquanto uma derrota deve sacramentar nosso destino para a divisão que nenhum clube grande quer jogar.

Sinceramente, acho que o Corinthians joga uma bola melhor do que nas rodadas anteriores. Se a vitória vier na sexta-feira, acredito realmente que a equipe pode embalar uma sequência boa, suficiente para se salvar do rebaixamento. Todo esse sentimento pode ser ilusório (e provavelmente é mesmo), mas acho que as coisas realmente podem melhorar se o Corinthians vencer um mísero jogo. É só isso que o time precisa. Não pode ser tão difícil assim.

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