Hamilton se retrata após criticar Ferrari na Holanda
Hamilton se retrata após críticas à Ferrari e assume responsabilidade por declarações na Holanda
Após criticar a Ferrari pelo rádio e em entrevistas depois do GP da Holanda, Lewis Hamilton usou as redes sociais para se retratar.
O britânico reconheceu que a frustração falou mais alto durante a corrida em Zandvoort. Além disso, admitiu que suas declarações não representaram sua melhor postura.
Hamilton terminou a prova na quarta posição e ficou insatisfeito com algumas decisões estratégicas da equipe italiana. No entanto, dois dias depois, adotou um tom mais conciliador.
“Reescutei alguns dos meus comentários na rádio e na TV”, escreveu o heptacampeão.
“No calor do momento, a frustração pode transparecer, especialmente quando se tem um envolvimento tão profundo quanto o meu. Mas essa não foi a melhor versão de mim mesmo. Assumo a responsabilidade por isso e vou melhorar.”
Apesar das críticas, Hamilton reforçou sua confiança no projeto da Ferrari.
“Essa paixão vem da crença nesta equipe, nas pessoas que a compõem e no que estamos construindo juntos. O rumo está claro. A confiança está presente. E a luta continua, sem dúvida alguma”, completou.
Estratégia gerou irritação durante a corrida
A insatisfação de Hamilton surgiu durante a segunda metade da corrida em Zandvoort.
Naquele momento, o britânico aparecia atrás de Charles Leclerc, mas possuía pneus mais novos e um ritmo superior ao do companheiro de equipe.
Por isso, Hamilton pediu que a Ferrari invertesse as posições. Entretanto, a equipe preferiu manter sua estratégia original.
A decisão irritou o britânico, que chegou a usar o rádio para questionar as escolhas do muro da Ferrari.
Em uma das mensagens, Hamilton classificou a estratégia como uma “grande forma de perder tempo”. Além disso, demonstrou impaciência com a demora nas decisões.
Pouco depois, durante o período de safety car virtual, o piloto voltou a reclamar.
“Sou uma cobaia?”, perguntou Hamilton ao ser mantido na pista por mais tempo antes de sua parada nos boxes.
Após a corrida, o britânico reforçou a insatisfação ao comparar a Ferrari com a Mercedes, equipe pela qual conquistou seis de seus sete títulos mundiais.
“Eu quero ganhar. Estou aqui para ganhar”, afirmou.
“Quando você olha para a Mercedes, eles tomam uma decisão e a executam imediatamente. É um pouco diferente aqui. Precisamos conversar sobre isso”, acrescentou.
Ferrari explica decisão em Zandvoort
Depois da corrida, Fred Vasseur saiu em defesa da estratégia da Ferrari.
Segundo o chefe da equipe, os engenheiros evitaram compartilhar algumas informações com Hamilton por uma razão específica.
A Ferrari queria dificultar a leitura da corrida pelas equipes adversárias. Dessa forma, o time acreditava que poderia preservar uma vantagem estratégica.
“Nem sempre mostramos todas as cartas durante a corrida”, explicou Vasseur.
Além disso, a equipe avaliou que uma troca imediata de posições entre Hamilton e Leclerc poderia comprometer outras possibilidades estratégicas.
Mesmo assim, a decisão seguiu gerando debate após a prova.
Ferrari perde chance de pódio duplo
A discussão ganhou ainda mais força porque Hamilton brigava diretamente por uma vaga no pódio.
Depois das paradas de George Russell e Kimi Antonelli, a Ferrari ocupava a segunda e a terceira posições com Leclerc e Hamilton.
Entretanto, a equipe optou por prolongar o primeiro stint do monegasco. Como consequência, Hamilton permaneceu preso atrás do companheiro.
Mais tarde, o britânico assumiu a liderança momentânea da corrida. No entanto, seus pneus já apresentavam desgaste significativo.
Por causa disso, Max Verstappen e Antonelli conseguiram ultrapassá-lo em sequência.
Em seguida, o safety car virtual provocado pelo abandono de Esteban Ocon abriu uma nova oportunidade estratégica.
Ainda assim, Hamilton voltou a demonstrar irritação com a demora da Ferrari para chamá-lo aos boxes.
No fim, o britânico cruzou a linha de chegada na quarta posição. Já Leclerc terminou em quinto.
Hamilton e Russell seguem empatados
Apesar da frustração, Hamilton manteve uma posição importante no campeonato.
Com o resultado em Zandvoort, o piloto da Ferrari chegou aos 183 pontos. Assim, permaneceu empatado com George Russell na vice-liderança do Mundial.
Enquanto isso, Kimi Antonelli ampliou sua vantagem na ponta da tabela após mais uma atuação consistente pela Mercedes.
Agora, Hamilton tenta deixar o episódio para trás antes da próxima etapa da temporada.
A Fórmula 1 retorna entre 4 e 6 de setembro, em Monza, para o GP da Itália. Além de correr diante da torcida da Ferrari, Hamilton buscará sua primeira vitória com a equipe italiana em solo europeu.

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