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John Textor garante permanência no Botafogo de Futebol e Regatas: “Só saio se me tirarem”

John Textor afirmou que seguirá no comando do Botafogo e disse que só deixará o clube “se for arrastado para fora”. O empresário também contestou a Eagle Bidco sobre a posse das ações da SAF, alegando que continua sendo dono de 90% do futebol alvinegro enquanto trava disputa judicial sobre o controle do clube.
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O empresário John Textor publicou, na noite desta segunda-feira, um longo vídeo em suas redes sociais para reforçar que continuará no comando do Botafogo. Em tom firme e direcionado à torcida alvinegra, o americano afirmou que não pretende deixar o clube e declarou que “só sairá se for arrastado para fora”.

Durante o pronunciamento, Textor relembrou as promessas feitas quando assumiu o projeto da SAF, em 2022, e destacou as conquistas alcançadas no período.

— Quero encerrar uma história. É uma história de promessas feitas e cumpridas. Vim aqui como um homem, no ano de 2022, e prometi devolver a glória ao Botafogo. Queria mostrar ao mundo a beleza deste clube. Olhando para tudo o que fizemos e para o amor construído com os torcedores, nós cumprimos essa promessa — afirmou.

Ao longo do vídeo, o empresário também comentou sobre o interesse de investidores na SAF alvinegra. A Eagle Bidco, rede multiclubes fundada por Textor e atualmente em disputa com o empresário, afirma ser proprietária de 90% das ações da SAF Botafogo. Textor, porém, contesta essa versão e garante que as ações seguem sob seu controle.

— Muito se fala sobre investidores interessados em comprar as ações do clube, mas preciso ser claro: eu sou proprietário de 90% das ações da SAF Botafogo. Sou sócio do clube social e estou aqui para apoiar as ambições dos botafoguenses. Não vamos dividir essa família agora. Não abandono minha família e não vou desistir deste clube — declarou.

A declaração acontece poucos dias após Textor entrar com uma petição na Justiça do Rio de Janeiro contra a Eagle Bidco. Na ação, obtida pelo ge, os advogados do empresário alegam que a empresa não cumpriu os termos previstos para a transferência das ações da pessoa física de Textor para a pessoa jurídica da Eagle.

Segundo a defesa, os 90% das ações da SAF Botafogo continuariam pertencendo ao empresário, já que o pagamento previsto no acordo nunca teria sido realizado. O valor da operação seria de aproximadamente R$ 150,3 milhões.

Na época da assinatura do contrato, em novembro de 2022, Textor era controlador da Eagle. Ainda assim, a defesa sustenta que o acordo previa que outros acionistas da empresa seriam responsáveis pelo pagamento ao empresário, o que não aconteceu.

Os advogados afirmam ainda que a Eagle estaria negociando as ações da SAF mesmo sem ter concluído o pagamento previsto no contrato. Paralelamente, o clube social e a Eagle mantêm conversas em busca de um possível novo investidor para o futebol alvinegro.

Além da ação judicial, o departamento jurídico de Textor enviou uma carta à Cork Gully, atual administradora judicial da Eagle Bidco. No documento, os representantes do empresário afirmam que, caso a Justiça decida favoravelmente a Textor, o acordo de compra e venda da SAF Botafogo poderá ser rescindido ou até mesmo considerado nulo.

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