Fórmula 1

Climão: Verstappen afirma que ambiente na Red Bull ficou ‘menos estressante’ após saída de Christian Horner

O tetracampeão da Fórmula 1, Max Verstappen, comentou nesta quarta-feira (7) sobre a saída de Christian Horner do comando da Red Bull Racing. Na visão do piloto, a mudança deixou o ambiente mais leve na escuderia e teve efeitos positivos na equipe, mas entende que, para o público, as coisas tendem a ser mais emocionantes quando há conflitos. O holandês comentou o assunto em entrevista à agência americana Associated Press (AP), em meio a rumores de um possível retorno de Horner à F1, ainda que em outra equipe.

“Sendo bem sincero, gosto de ver as pessoas se dando bem. Não é legal quando há tensão constante entre as pessoas. Claro que, visto de fora, as pessoas gostam disso, mas, sinceramente, entre as equipes, é melhor quando se tem apenas uma relação amigável. Não é tão emocionante, mas, obviamente, estou gostando bastante de como o comportamento de todo mundo está indo no momento”, declarou Verstappen ao ser perguntado sobre Horner.

Na sequência, Verstappen resumiu a mudança de ambiente na Red Bull em uma frase: “Vamos colocar assim: é menos estressante. Todos nós levamos uma vida que já é estressante por si só e, quando dá para aliviar um pouco do estresse de vez em quando, é bom”.

Verstappen conquistou seus quatro títulos mundiais sob o comando de Horner. (foto: AP via Getty Images)

Verstappen também acredita que Horner voltará ao paddock, mas o piloto não pretende acompanhar de perto os próximos passos do ex-chefe. “Ele mostrou que fez um bom trabalho, mas as pessoas espalham muitos boatos e eu não sei até onde isso é verdade. Não quero parecer rude, mas esse não é um problema nem uma preocupação minha. Se ele quer voltar e se houver uma boa oportunidade, tenho certeza de que ele voltará, mas não sei onde isso vai acontecer”, comentou.

A ascensão e queda de Christian Horner na F1

Christian Horner comandou a Red Bull Racing por 20 anos, desde a estreia da equipe no grid da F1 em 2005. À época, o britânico se tornou o chefe de equipe mais jovem da história da categoria. Sob seu comando, a Red Bull deixou de ser uma equipe estreante para se consolidar como uma das principais forças da Fórmula 1, conquistando seis títulos mundiais de Construtores e oito de Pilotos.

No entanto, Horner foi demitido em julho de 2025, em meio a uma série de polêmicas envolvendo desavenças e problemas de relacionamento com outros membros da equipe, incluindo o consultor Helmut Marko, que também saiu da Red Bull, e até mesmo o pai de Max, Jos Verstappen.

Desde então, Horner segue fora do paddock da F1 e sem nenhum envolvimento direto com a categoria. A saída dele da Red Bull, inclusive, lhe rendeu uma indenização superior a 100 milhões de libras (cerca de 700 milhões de reais).

Com Horner, a Red Bull conquistou 4 títulos de piloto com Sebastian Vettel e 4 com Verstappen. (foto: Reprodução F1)

Ao longo desses 20 anos, Horner construiu uma imagem de chefe incisivo e disposto a não recuar de confrontos. Essa postura ficou evidente tanto na rivalidade com Toto Wolff, chefe da Mercedes, que foi marcada por trocas de acusações públicas, quanto na forma como a Red Bull lidou com a gestão dos pilotos que passaram pelo segundo carro da equipe: Pierre Gasly perdeu a vaga após apenas 12 corridas em 2019, enquanto Alexander Albon foi substituído no fim de 2020, depois de uma temporada e meia. Sergio Pérez deixou o time após quatro temporadas de muita cobrança interna, e Liam Lawson foi ‘rebaixado’ à Racing Bulls depois de apenas duas etapas em 2025.

Nas últimas semanas, Horner teve seu nome associado a possíveis projetos para retornar à F1. O britânico foi citado em rumores envolvendo uma eventual compra da Alpine, e também em especulações relacionadas a um projeto da montadora chinesa BYD na categoria. Além disso, o próprio britânico chegou a colocar seu nome à disposição para assumir o cargo de chefe de equipe da Ferrari, o que rendeu um comentário debochado, no mínimo, do atual líder da escuderia italiana, Fred Vasseur.

Fred Vasseur, chefe da Ferrari, não ficou feliz com Horner ‘se oferecendo’ ao seu atual cargo. (foto: Reprodução F1)

“Todo mundo sabe que o sr. Horner procura emprego em todos os lugares. Mas o que eu posso fazer? Apenas tentar dar o meu melhor para impulsionar a equipe, pedir que se mantenham motivados, focados no que é melhor hoje, e não gastar tempo com fofocas sem fundamento”, ironizou o chefe de equipe da Ferrari.

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