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Com time misto e um a menos, Botafogo sofre em clássico sob chuva em São Januário

OBotafogo entrou em campo contra o Vasco já garantido na liderança do Grupo B e com o adversário das quartas de final definido. Com um time misto armado por Martín Anselmi, mesclando titulares e jogadores do sub-20, o Glorioso fez um primeiro tempo seguro dentro das circunstâncias, mas acabou prejudicado pelo nervosismo dos mais jovens e, principalmente, pela expulsão de Marquinhos.

Não dá para analisar Vasco x Botafogo sem falar do gramado de São Januário. Encharcado pelas fortes chuvas que começaram antes da partida e seguiram até o apito final, o campo comprometeu a qualidade técnica do clássico. Diversas jogadas promissoras dos dois lados pararam nas poças d’água, e a partida ficou muito mais física do que técnica.

O Botafogo iniciou o jogo com oito atletas do elenco principal: Léo Linck, Bastos, Barboza, Kadu, Barrera, Matheus Martins, Nathan Fernandes e Kadir. Entre os mais jovens, Justino, Gabriel Abdias e Marquinhos começaram como titulares. Desde os primeiros minutos, porém, ficou claro o nervosismo de alguns atletas. Marquinhos, logo aos três minutos, fez falta dura em Nuno Moreira e recebeu cartão amarelo.

Léo Linck também teve dificuldades nas saídas pelo alto, muito por conta do gramado pesado. Em um lance, deixou a bola livre para Puma, que desperdiçou; em outro, soltou a bola na linha, mas Barboza salvou. Aliás, Barboza foi o nome mais seguro do Botafogo na primeira etapa. Entendeu rapidamente o contexto do jogo e simplificou: nada de inventar, bola afastada e foco na segurança defensiva.

No ataque, o time produziu pouco. Matheus Martins foi quem mais tentou algo diferente, buscando jogo, voltando para participar da construção e arriscando dribles mesmo com as condições adversas.

O momento decisivo veio aos 44 minutos do primeiro tempo. Marquinhos voltou a chegar forte em uma dividida, recebeu o segundo amarelo e deixou o Botafogo com um a menos. A expulsão mudou completamente o panorama da partida.

No intervalo, Anselmi optou por preservar alguns titulares e colocou ainda mais garotos em campo, pensando na sequência pesada da temporada.

E ela não é simples: o Botafogo encara o Fluminense na quinta-feira, o Flamengo no domingo e, na próxima quarta, o Nacional Potosí, fora de casa, na altitude. Diante desse cenário, o clássico também serviu para rodar elenco e testar alternativas.

No fim das contas, foi um jogo marcado muito mais pelas circunstâncias — gramado, chuva e expulsão — do que pela qualidade técnica. O Botafogo sai com lições importantes, especialmente sobre o controle emocional dos mais jovens, e já vira a chave para uma sequência decisiva na temporada.

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