Sem intensidade e em jogo fraco, São Paulo empata clássico na Vila Belmiro
Com apenas duas mudanças em relação ao jogo de sábado, Calleri e Pablo Maia, com Luciano e Tapia começando no banco, o São Paulo foi a campo na Vila Belmiro, contra o Santos, pela segunda rodada do Brasileirão, mantendo a base pelo terceiro jogo consecutivo. A escolha deixa claro que a prioridade é o Campeonato Brasileiro, como de fato precisa ser.
Se o São Paulo mexeu pouco, o Santos mudou bastante em relação à última partida, cinco mudanças no time titular, que perdeu de 2 a 0 no MorumBis, no último sábado, pelo Campeonato Paulista. Mudou nomes, mudou o esquema tático e, principalmente, mudou a postura, começando o jogo pressionando alto. O São Paulo, tentando se ajustar na marcação, cometendo muitas faltas e se limitando a buscar a ligação direta para a dupla Tapia e Calleri brigar pela bola no ataque.
Com o passar do tempo, a pressão santista foi diminuindo, mas o São Paulo seguia sem alternativas e com muita dificuldade para criar. Até a parada técnica, o roteiro foi esse, com apenas um chute mais perigoso de Bobadilla. Neste momento, qualquer são-paulino que acompanhava a partida sentia claramente a falta de Marcos Antônio na construção de jogadas. Aos 35 minutos, Tapia puxou uma boa jogada e a bola passou muito perto do gol. Fora isso, daria até para pular direto para o último lance do primeiro tempo. Aos 50’, o zagueiro do Santos, Adonís Frias, arrisca de muito longe, Rafael rebate para dentro da área, em mais uma falha nesta temporada, e a bola sobra limpa para Zé Rafael, sem marcação, que abre o placar. Fica cada vez mais evidente: se a intensidade do São Paulo não estiver em 110%, o time não vai a lugar nenhum.
O time voltou para o segundo tempo sem alterações e com ainda menos intensidade do que havia apresentado na primeira etapa. Se algo se manteve como padrão foi a arbitragem contra o São Paulo. Além de um lance no primeiro tempo, quando estava 0 a 0, em que o autor do gol santista poderia ter sido expulso ao impedir a progressão do Calleri, Zé Rafael entrou com o pé alto, acertou as travas da chuteira no ombro de Enzo Díaz e, mais uma vez, nem sequer houve chamada do VAR para revisão.
Aos 16 minutos, Crespo promoveu três mudanças: Lucas, Luciano e Marcos Antônio entraram nas vagas do amarelado Alan Franco, de Pablo Maia e de Tapia. O treinador abandonou o 3-5-2 e tentou algo diferente, já que da forma como estava o time não apresentava qualquer perspectiva.
E a mudança surtiu efeito imediato. Quatro minutos depois, em uma jogada rápida pela direita, Lucas cruzou e Calleri empatou a partida. Mas se o gol trouxe algum ânimo, ele durou pouco. Logo o São Paulo voltou ao ritmo apático de antes. Crespo ainda lançou Luan, que fez sua estreia na temporada, no lugar de Bobadilla, e Ferraresi na vaga de Maik, que novamente pouco apareceu, apesar da participação no gol.
Do empate até o apito final, nada de relevante aconteceu: o São Paulo não criou, mas também não sofreu. O time parece ter sentido o desgaste após dois bons jogos, e talvez nem seja uma escolha por se poupar, mas simplesmente a incapacidade de sustentar o mesmo nível de intensidade. A terceira vitória não veio, mas um empate em clássico fora de casa, ainda mais diante da turbulência deste início de ano, não pode ser desprezado. Há uma semana atrás, todo torcedor aceitaria esse resultado, mas fica a impressão que era possível conseguir mais, principalmente comparando com o jogo do último fim de semana, contra o mesmo adversário. Foco voltado para o Campeonato Paulista agora, contra o Primavera, no próximo sábado, no Morumbis, para livrar de vez qualquer chance de rebaixamento e pelo Brasileiro, o Tricolor volta a jogar na próxima quarta, recebendo o Grêmio, pela terceira rodada.
Vamo São Paulo!!!
