Tem time que encanta. Tem time que emociona. E tem o Palmeiras… que irrita.
Irrita porque não vacila. Irrita porque não se perde. Irrita porque é terrivelmente constante.
Na vitória sobre o Bahia, pelo Campeonato Brasileiro Série A, não teve espetáculo digno de aplausos de pé, nem roteiro de cinema. Foi mais um daqueles capítulos repetidos que a gente já viu — e mesmo assim não consegue evitar. O Palmeiras joga como quem cumpre expediente com excelência: chega, resolve e vai embora.
É quase injusto com quem gosta do caos. Porque o futebol brasileiro sempre viveu do improviso, da emoção, do imponderável. Mas o time comandado por Abel Ferreira parece jogar outro esporte: um onde erro é exceção e disciplina é regra.
E aí está o incômodo.
Como pode um time manter esse nível jogo após jogo? Como pode não oscilar? Como pode transformar o difícil em rotina? O Palmeiras não dá brecha nem para a esperança do adversário crescer. Ele controla, sufoca, espera… e quando vê, já venceu.
Contra o Bahia, foi assim. Sem pressa, sem desespero, sem invenção. Apenas competência. Aquela que não viraliza, mas ganha campeonato.
E talvez seja isso que mais incomode: o Palmeiras não precisa ser brilhante para ser melhor. Ele só precisa ser… ele mesmo.
Terrivelmente chato. Assustadoramente eficiente. Quase inevitável.
