Marcão faz análise da partida, explica escolha por Nonato nos pênaltis e projeta restante da temporada
Na noite de ontem (21/10), no Nubank Parque, o Fluminense foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal da Copa Libertadores da América. O Tricolor até venceu a partida por 1 a 0 (gol de Hércules), mas foi superado nos pênaltis pelo placar de 5 a 3. O técnico Marcão destacou alguns momentos da partida e falou sobre a trajetória do Tricolor nesta Libertadores.
Sobre Nonato e a não cobrança de Hulk:
— Ele treinou bem e estava confiante. Isso acontece. O Hulk seria o quinto. Faz parte. O Nonato estava bem na partida, foi um dos melhores em campo. Tem total confiança nossa. Infelizmente, não fez o gol. Faz parte — explicou.
O treinador também defendeu o restante do elenco e fez elogios ao desempenho do Flu, apesar da eliminação. Para Marcão, a equipe foi melhor do que o Palmeiras em três dos quatro tempos dos confrontos de ida e volta.
— Para jogar aqui da maneira que a gente jogou… Disputamos os dois jogos da maneira que planejamos, no sentido de empurrar a equipe do Palmeiras para trás. Para isso, a gente precisava desses jogadores que entendem o jogo, que o organizam. A gente fez o que podia e estendeu até onde podia. Na hora de arriscar, a gente arriscou. E foi uma grande vitória. Nem todo mundo consegue uma vitória aqui. A gente tem que dar os parabéns aos nossos jogadores.
— A gente lamenta o jogo do Rio de Janeiro, porque, se o resultado fosse outro, seria o melhor jogo do campeonato. A gente jogou praticamente três tempos muito melhores que o Palmeiras em termos de futebol. No final do jogo, a comissão do Palmeiras estava pedindo para acabar, para ir para os pênaltis. Claro que a gente está muito triste, mas eu tenho que dar os parabéns para a minha equipe, que foi brilhante hoje à noite.
Pós Libertadores
— Lógico que está todo mundo muito triste agora, ficou muito perto. Tudo o que foi combinado, do jogo passado para cá, nos deu uma esperança. Nosso torcedor foi brilhante esse período todo. Mesmo no jogo do Brasileiro do fim de semana. Fazer o que eles fizeram aqui… Teve gente que veio de fora — Inglaterra, Estados Unidos —, gente de vários estados, rodando 18 horas para estar aqui e incentivar esses caras. Lá em cima, tudo cheio. Cantaram o tempo todo. A gente fica muito triste pela nossa família, por eles e pelo nosso torcedor, que veio, abraçou e acreditou nos 90 minutos que poderiam realmente fazer a gente conseguir a vitória — como conseguiu, mas, lógico, não foi o suficiente. Meu torcedor está de parabéns. O mental… a gente fala nisso: acabou aqui, chegou amanhã e sexta-feira, a gente vira a chave de novo, foco no Brasileiro. Estamos em uma situação em que temos que pontuar para que, no ano que vem, estejamos aqui de novo.
Sobre a pouca utilização de Wesley Natan
— Se você analisar o jogo todo, os atacantes trabalharam demais e por isso evitamos algumas ações do Palmeiras. É lógico que agora é fácil analisar. Entrou, já era um plano nosso de Savarino e Canobbio produzirem, de correr atrás de lateral. Isso foi a marca da nossa equipe. Não sei se o Wesley ainda está pronto para fazer isso durante os 90 minutos. A estratégia era colocar ele e o Serna em algum momento pra acontecer isso. Foi uma mudança pensada, colocamos Samuel, o menino. Pegou a defesa deles mais cansada e produziu o que tinha que produzir, tanto no Maracanã quanto aqui. Foi muito feliz. É um menino que está em evolução, e é a hora de ele de somar mais minutos vai chegar.
O Fluminense volta a campo já no sábado, contra a Chapecoense, na Arena Condá, pelo Brasileirão, às 19h30.
