“Recomeçar”: Palmeiras zera o cronômetro das conquistas e define mantra para 2026
O Palmeiras define “Recomeçar” como a bússola mental para a temporada 2026. A palavra, estampada na entrada da Academia de Futebol em meio a obras de reforma, não é apenas estética: é uma ordem direta da comissão técnica para que o elenco esqueça as taças do passado. A estratégia psicológica visa combater a acomodação natural de um grupo multicampeão, estabelecendo que o crédito das temporadas anteriores expirou e que a corrida pelos quatro troféus do ano (Paulista, Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores) parte do zero absoluto.
Para Abel Ferreira, o mantra serve para alinhar expectativas entre time e torcida. Ao declarar que “não promete títulos, mas luta”, o português tira o peso da obrigação histórica e coloca o foco na performance diária. A ideia não é apenas repetir os feitos, mas evoluir o desempenho, criando uma insatisfação produtiva constante no vestiário. É uma ferramenta de gestão que o clube utiliza desde 2022 para manter a tensão competitiva em alta.
Neste contexto, a chegada de Marlon Freitas ganha simbolismo. O volante, vindo de um ciclo encerrado no Botafogo, é tratado internamente como a personificação do “recomeço”. Sua contratação não é vista apenas sob a ótica técnica, mas como o exemplo prático de alguém que precisa provar seu valor novamente, alinhando a fome individual do atleta com a necessidade coletiva do Palmeiras de continuar escrevendo novas páginas vitoriosas sem se escorar no “museu” de conquistas recentes.
