Gp de Singapura: curiosidades sobre o o “GP de Mônaco noturno”
O GP de Singapura, disputado neste domingo, no circuito de rua de Marina Bay, marcou a primeira corrida noturna da história da Fórmula 1.
Apesar da história recente, iniciada em 2008, a prova rapidamente ganhou comparações com um dos eventos mais tradicionais da categoria: o GP de Mônaco.
Enquanto Mônaco recebe a Fórmula 1 desde 1950, Singapura construiu sua identidade com um cenário urbano, luxuoso e bastante desafiador.
Além disso, Marina Bay reúne características que lembram Monte Carlo. Por isso, não é exagero chamar a etapa de “GP de Mônaco” noturno.
Confira oito curiosidades que ajudam a explicar essa comparação.
1. Um circuito em volta de uma marina
A primeira semelhança está justamente na localização dos dois circuitos. Tanto Marina Bay quanto Monte Carlo ficam próximos ao mar.
Em Mônaco, os iates fazem parte da paisagem e acompanham o traçado pelas ruas de Monte Carlo.
Em Singapura, os torcedores também podem acompanhar a corrida de barcos posicionados próximos à Marina Bay.
No entanto, os circuitos possuem dimensões bastante diferentes. Marina Bay tem 4,927 quilômetros em sua configuração atual, contra cerca de 3,3 quilômetros de Mônaco.
Além disso, a pista de Singapura recebe 62 voltas, enquanto o GP de Mônaco possui um traçado muito mais curto.

2. As duas pistas mais lentas da F1
Singapura e Mônaco apresentam alguns dos trechos mais lentos de todo o calendário da Fórmula 1.
Isso acontece porque os dois circuitos possuem muitas curvas fechadas e poucas oportunidades para acelerar durante longos períodos.
Atualmente, a categoria também possui circuitos urbanos mais velozes, como Jeddah, Las Vegas e o Madring, em Madri.
Marina Bay, porém, continua exigindo muita precisão em curvas de baixa velocidade.
A própria Fórmula 1 destaca Mônaco como o circuito mais lento, enquanto Singapura aparece logo atrás nesse quesito.
Por isso, os pilotos precisam combinar frenagens fortes, aceleração curta e muita tração ao longo da volta.
3. O desafio de andar perto dos muros
Por sua característica urbana, Singapura representa um dos maiores desafios de pilotagem do calendário.
A proximidade dos muros reduz drasticamente a margem para erros. Dessa forma, os pilotos precisam atacar as curvas sem comprometer o carro.
Além disso, Marina Bay exige concentração constante durante uma corrida que pode durar quase duas horas.
O clima também aumenta o desgaste físico. Mesmo à noite, as temperaturas permanecem elevadas, enquanto a umidade dificulta ainda mais a recuperação.
Segundo a Fórmula 1, um piloto pode perder até três quilos durante uma corrida em Singapura.
Por isso, hidratação, preparação física e concentração ganham importância ainda maior durante o fim de semana.
4. Pole position ganha ainda mais importância
Largar na frente é importante em qualquer circuito, mas essa vantagem cresce em pistas urbanas como Singapura e Mônaco.
Desde 2008, Singapura realizou 16 corridas antes da edição de 2026. Em 11 delas, o pole position terminou como vencedor.
Esse histórico mostra como ultrapassar pode ser complicado quando os carros percorrem um circuito estreito e cercado por barreiras.
No entanto, a estratégia continua importante. Safety Cars, pit stops e mudanças nas condições da pista podem alterar completamente o resultado.
Em 2026, a dinâmica ganhou uma novidade importante: Marina Bay recebe sua primeira corrida Sprint.
O formato terá uma Sprint no sábado, além da classificação tradicional e do GP no domingo.
5. Duas cidades-Estados
Outra curiosidade está na própria natureza política dos dois locais.
Mônaco e Singapura são cidades-Estados independentes e possuem territórios relativamente pequenos.
Mônaco é o segundo menor país do mundo, atrás apenas do Vaticano, e possui pouco mais de dois quilômetros quadrados.
Singapura, por outro lado, apresenta uma área muito maior e uma população próxima de seis milhões de habitantes.
Ainda assim, o país permanece entre os menores do mundo em extensão territorial.
Essa característica ajuda a explicar a enorme concentração urbana de Singapura, que serve como cenário para praticamente todo o circuito.
6. Luxo e hotéis de alto padrão
Assim como Mônaco, Singapura transformou o GP em um dos eventos mais luxuosos do calendário.
Celebridades, empresários e grandes marcas costumam marcar presença no paddock e nas áreas próximas ao circuito.
Além disso, alguns hotéis oferecem quartos, restaurantes e piscinas com vista privilegiada para a pista.
O Marina Bay Sands é um dos exemplos mais conhecidos. O complexo fica próximo ao circuito e se tornou parte importante da experiência turística do GP.
Em Mônaco, hotéis tradicionais como o Hôtel de Paris e o Métropole cumprem papel semelhante.
Dessa forma, as duas corridas combinam automobilismo, turismo, entretenimento e uma forte cultura de luxo.
7. Verstappen ainda busca uma vitória
Max Verstappen retorna a Marina Bay em busca de uma vitória que ainda falta em sua carreira.
O tetracampeão nunca venceu o GP de Singapura e também jamais conquistou a pole position no circuito.
Seus melhores resultados aconteceram em três oportunidades. O holandês terminou em segundo lugar em 2018, 2024 e 2025.

Na edição de 2025, George Russell venceu largando da pole, enquanto Verstappen terminou novamente na segunda posição.
Enquanto isso, Sebastian Vettel continua como o maior vencedor da história da etapa, com cinco triunfos.
Em 2026, Singapura chega à 17ª edição na Fórmula 1 e volta a receber o Mundial como uma das etapas mais peculiares do calendário.
8. O Singapuragate marcou a estreia
A estreia de Singapura também ficou marcada por um dos maiores escândalos da história da Fórmula 1.
Em 2008, Nelson Piquet Jr. bateu deliberadamente durante a corrida após receber uma ordem interna da Renault.
O acidente provocou a entrada do Safety Car e alterou completamente a estratégia dos principais concorrentes.
Fernando Alonso havia largado apenas em 15º, mas venceu a prova após antecipar seu primeiro pit stop.
Felipe Massa liderava a corrida antes de sua parada, mas a Ferrari o liberou com a mangueira de combustível ainda conectada.
O brasileiro perdeu posições e terminou apenas em 13º lugar.
O episódio ficou conhecido como “Singapuragate” e provocou uma investigação que abalou a Renault.

Uma corrida que continua única
Além de todas essas características, Singapura mantém outro diferencial: a atmosfera da prova.
O GP acontece sob iluminação artificial e transforma Marina Bay em um dos cenários mais reconhecíveis da Fórmula 1.
Em 2026, porém, o evento também enfrenta um desafio fora das pistas. Uma forte névoa de fumaça provocada por incêndios na Indonésia deixou a qualidade do ar preocupante.
A FIA e os organizadores mantiveram a realização do evento, mas adotaram precauções diante das condições ambientais.
O GP de Singapura será disputado neste domingo, 11 de outubro, às 9h pelo horário de Brasília.
A prova terá 62 voltas pelo circuito de 4,927 quilômetros de Marina Bay.
A transmissão acontecerá pela TV Globo e pelo sportv 3.
