Palmeiras empata sem alma e expõe um time em queda livre
O empate entre Palmeiras e Santos, pelo Campeonato Brasileiro Série A, não foi apenas mais um resultado morno na tabela, foi o retrato de um time que parece ter perdido a própria identidade.
O Verdão entrou em campo sem intensidade, sem criatividade e, pior, sem alma. A bola girava, mas não machucava. O adversário oferecia espaços, mas faltava repertório. O que se viu foi um time previsível, burocrático, distante daquele Palmeiras competitivo que já impunha respeito só pelo jeito de jogar.
A crítica inevitavelmente recai sobre Abel Ferreira. Não pelo passado, que é vitorioso e incontestável, mas pelo presente, que preocupa. A equipe parece mal treinada, desconectada, sem variações táticas claras. A sensação é de que o ciclo do treinador, antes tão forte, começa a dar sinais de desgaste. Ideias que já funcionaram hoje não encontram mais eco dentro de campo.
E talvez o problema vá além da prancheta. Há um ar de desinteresse coletivo, como se os jogadores já não comprassem mais o discurso da comissão técnica. Falta entrega, falta reação, falta aquele algo a mais que separa um time comum de um candidato real a título.
Nos bastidores, a postura da presidente Leila Pereira também entra no debate. A manutenção por convicção, ou orgulho, pode custar caro. O futebol não costuma perdoar insistências quando os sinais de queda são tão evidentes. E o risco é claro: insistir pode significar colecionar vice-campeonatos… isso se o time ainda conseguir chegar lá.
Porque, do jeito que está, nem isso parece garantido.
O empate no clássico não foi só um tropeço. Foi um alerta alto, daqueles que ecoam. Resta saber se alguém, dentro do Palmeiras, ainda está disposto a escutar.
