REI DO CLÁSSICO! Galo ignora crise, atropela Cruzeiro no Mineirão e mantém tabu histórico de 10 anos
Em jogo realizado no Mineirão na noite de sábado, às 21h, válido pela 14ª rodada, o Atlético venceu o Cruzeiro por 3 a 1. Os gols alvinegros foram de Alan Minda, Maycon (de pênalti) e Cassierra; para o Cruzeiro, Kaio Jorge descontou, também de pênalti.
O confronto colocava duas equipes em momentos muito distintos: o Cruzeiro vinha de três vitórias seguidas no Brasileirão, enquanto o Galo vinha de duas semanas turbulentas, com polêmicas e entrevistas duras após o jogo contra o Juventud-URU. A derrota para o Flamengo na última rodada, em casa, serviu apenas para tumultuar ainda mais o ambiente. Hulk negociava sua saída para o Fluminense, enquanto Rafael Menin foi afastado das atividades de campo por interferir diretamente nas escalações, o que prejudicava o rendimento.
O clube oficializou a saída do atacante, e Hulk, visivelmente emocionado, fez um discurso para os jogadores na véspera do confronto deste sábado. O que se esperava era uma resposta alvinegra devido ao momento atravessado, enquanto do lado celeste a expectativa era pela continuidade do trabalho. Na escalação, o técnico Eduardo Domínguez mudou o esquema tático, utilizando três zagueiros para anular o ataque rival. Do lado de lá, a escalação era a conhecida, e esperava-se uma vitória do mandante devido ao bom momento.
Já na hora do hino e do cumprimento dos jogadores, os atletas não se cumprimentaram formalmente, apenas dando um “soquinho”. Isso reacendeu ainda mais o nervosismo de ambos após a final do Estadual, onde ocorreu uma briga generalizada.
A primeira etapa iniciou-se de forma truncada e com poucos espaços, até que uma roubada de bola do Galo no campo defensivo gerou um contra-ataque rápido. Com poucos toques, a bola passou por Renan Lodi e Bernard, que invadiu a área e tocou para Cassierra. O atacante foi travado, mas serviu Minda, que inaugurou o marcador aos 12 minutos. Após o gol, a equipe celeste se perdeu em campo. O Galo seguiu sua estratégia à risca e, mesmo com menos posse de bola, não sofria defensivamente.
Em outro contra-ataque, Minda invadiu a área e, após disputa com Kaiky Bruno, o pênalti não foi marcado inicialmente. O juiz já ia amarelar o atleticano, mas o VAR chamou e a decisão foi alterada para penalidade. Maycon foi para a cobrança e chutou com categoria, deslocando o goleiro Otávio. Na comemoração, o volante provocou a torcida celeste colocando a mão na orelha, em tom de ironia. Com a vantagem, o técnico português do Cruzeiro sacou o lateral Kauan Soares e colocou Neyser Villareal, sacrificando Arroyo na lateral direita antes do fim do primeiro tempo, que terminou em 2 a 0.
Na segunda etapa, o jogo manteve o ritmo, com o Galo chegando com mais perigo e o goleiro celeste evitando o terceiro gol. Aos 20 minutos, Arroyo recebeu um cartão amarelo infantil e, três minutos depois, foi expulso ao parar um contra-ataque. Ele saiu visivelmente irritado, chutando as grades de acesso ao gramado. Com a expulsão, a torcida celeste começou a cobrar o time e o nervosismo aumentou.
Pouco depois, Lodi cruzou na medida para Cassierra fazer o terceiro gol, de cabeça. O lado cruzeirense se descontrolou e Kayki Bruno também foi expulso aos 30 minutos, sacramentando a vitória atleticana. O Galo ainda teve Lyanco expulso pelo segundo amarelo em lance de força desnecessária, embora o replay mostre que o zagueiro não atingiu o adversário. O clima esquentou entre Lodi e o zagueiro, mas a discussão não passou de campo.
No fim, o Cruzeiro teve um pênalti assinalado em disputa entre Júnior Alonso e Kaio Jorge. O lance foi polêmico e a decisão foi mantida sem revisão do VAR, o que irritou os atleticanos. Kaio Jorge bateu e descontou. O jogo terminou em 3 a 1 no Mineirão e, com o resultado, o Galo ultrapassou o rival na classificação com 17 pontos, contra 16 do adversário.
Aqui, um resumo do que foi a partida;
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Diante do resultado de 3 X 1, Renan Lodi em entrevista após o jogo, ainda no campo comentou que:
https://www.instagram.com/reels/DX3DiMUxSrQ/
O resultado da partida aumentou ainda mais o tabu pelo Campeonato Brasileiro, onde o Cruzeiro não vence o Galo há mais de 10 anos — lembrando que em 2020, 2021 e 2022 não houve clássico nacional, pois o Cruzeiro estava na Série B.
Todos os gols da partida;
https://www.instagram.com/reels/DX3CEhxgKlm/
Eduardo Domínguez pontuou sobre a partida: “Eu acredito que o mais importante foi sermos conscientes de onde estamos, da instituição que representamos, da torcida que queremos representar e da história. Às vezes pode sair bem, pode sair mal, mas essa deve ser a entrega. Porque o torcedor se vê identificado com isso. O compromisso que mostramos exigia que tivéssemos a cabeça forte. Saiu uma das grandes referências da instituição, e nós teríamos que mostrar que estamos capacitados para ter jogadores que liderem o vestiário, mesmo sem o Hulk. Os jogadores do Atlético se manifestaram e jogaram como o torcedor merece.”
“Vamos seguir construindo, buscando melhorar. Não há como acreditar que agora acabou ou que não temos defeitos. Temos momentos difíceis, mas também muitas virtudes.”, finalizou o treinador
Minha opinião
Tá em crise? Chama o Cruzeiro. O Galo perdeu seu maior ídolo, o Hulk, porém o Cruzeiro perdeu seu pai e ficou órfão. O favoritismo que apontava para o lado de lá da lagoa não se viu em campo. Pelo lado do Galo, a escalação com três zagueiros surpreendeu o técnico Artur Jorge, que não soube como lidar e foi colocado no bolso pelo técnico argentino.
Galo pai do cruzeiro.
Mineirão, nosso salão de festas
Sinceramente, não havia visto uma partida com tanta intensidade e, graças a Deus, foi contra o Cruzeiro, aumentando o tabu em Brasileiros e deixando descontrolada a torcida rival, que ficou muda no Mineirão, enquanto os 10% do Galo festejaram muito. Algo de que havia sentido falta era dessa energia entre jogadores e torcida. Um sentimento de puro alívio. Pra cima deles, Galo! Muito OBRIGALO por esta felicidade.
