Vergonha nos bastidores repercute mais que noite vitoriosa
O Botafogo estreou seu time titular na temporada na noite de quarta-feira (21), mas poucas pessoas ligaram para isso. A vitória por 1 a 0, com gol de Montoro, foi totalmente ofuscada pela total incompetência da diretoria da SAF, que caminha a passos largos para inviabilizar completamente a operação do clube.
O técnico Martín Anselmi, na coletiva, chegou a citar o desempenho do time, que considerou satisfatório. Porém, as repostas mais reverberantes foram aquelas relacionadas a saída do ídolo Savarino para o Fluminense e o transferban que o Glorioso enfrenta desde o início de 2026. Sobre o venezuelano, Anselmi afirmou que o próprio o procurou durante a semana e manifestou o desejo de sair do clube.
Parece ser claramente um movimento orquestrado internamente, onde a culpa deve ser jogada no ex-camisa 10, mas todo botafoguense sabe da verdade: Savarino foi chutado pela diretoria, que não cansada de fazer de seus erros um efeito dominó, precisou vender o craque ao rival carioca para conseguir algum dinheiro que tampe pelo menos uma porção do rombo financeiro que se instalou no Botafogo.
Durante o dia, as notícias ruins continuaram. O transferban, antes considerado passageiro, já começa a ganhar contornos de continuidade permanente, sem virada iminente de cenário. Mesmo com reforços chegando, o clube está sem dinheiro para pagar os milhões de dólares que deve ao Atlanta United, pela compra de Thiago Almada, em 2024. Sem rumo, sem prumo e sem direção, a decadente SAF Botafogo jogou no lixo todo e qualquer resquício de otimismo e esperança dos torcedores, tirando até mesmo a alegria de celebrar uma vitória.
Esse, era para ser um texto de repercussão da vitória do Glorioso, mas virou, na verdade, um texto de repercussão da incompetência a longuíssimo prazo da SAF Botafogo, pois assim os fatos foram desenhados por Textor e sua turma. A realidade se impõe, machuca e dói no botafoguense. 2026 é o ano da desesperança.
