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Corinthians se supera, faz pior jogo do ano e é atropelado pelo Fluminense

Todos os olhos estavam virados para o Corinthians. Quarta-feira a noite, único jogo no horário nobre do futebol brasileiro. E a equipe simplesmente desapareceu contra o Fluminense, em derrota por 3×1 que poderia ser ainda pior. No primeiro minuto, Allan chutou de fora da área para defesa de Fábio e, depois desse lance, o Corinthians não voltou mais a jogar.

Uma escalação completamente estranha de Dorival Júnior, que tinha Breno Bidon jogando por uma ponta e André jogando na outra e o volante Charles fazendo uma partida como titular depois de muito tempo. Escolha duvidosa que se provou desastrosa com o passar do jogo. O Corinthians não conseguia ficar com a bola e, quando conseguia, não fazia nada com ela. Uma série de passes para os lados e para trás, sem nenhum objetivo.

Bom para o Fluminense, que realmente queria vencer o jogo e fez isso com facilidade. John Kennedy marcou o primeiro aos 20 minutos e, faltando segundos para o primeiro tempo acabar, Hércules fez o segundo após rebote que sobrou na área do Corinthians, mas sem nenhum jogador para afastar.

Se a equipe tinha alguma chance de vencer, o segundo gol já teria jogado tudo por água abaixo. Mas a volta do intervalo foi pior. Allan enlouqueceu e começou a esbofetear Luciano Acosta com o jogo em andamento, em lance que merecia mais que um cartão amarelo. Mas essa atitude claramente não foi a pior dele, pois segundos depois ele resolveu levar as mãos ao seu “Distrito Federal” como forma de insulto ao meia argentino. O VAR viu, recomendou revisão e expulsou o volante.

Depois dessa bizarrice, o segundo tempo se tornou uma tortura. Em vários momentos o Fluminense criou chances para realmente golear, mas quase todas pararam no goleiro Kauê, um dos únicos pontos positivos da equipe, substituindo Hugo Souza que estava com a Seleção Brasileira. Mas, o jovem goleiro não é milagreiro e acabou sofrendo o terceiro gol, em chute de Rodrigo Castillo. Uma tabela dentro da área, lance constrangedor para a zaga do Corinthians.

3×0 ficaria feio, embora o alvinegro merecesse levar mais. No fim, o placar ficou apresentável, após André aproveitar sobra de bola em escanteio e marcar o gol de honra do Corinthians. O jovem fez partida ruim, muito por ter que jogar numa posição completamente fora do que está acostumado. A partida ainda contou com a estreia de Jesse Lingard, que não foi tão mal assim nos poucos minutos que teve. Para ser sincero, seria preocupante se ele entrasse pior do que quem estava em campo. Zakaria Labyad também entrou com algum destaque positivo.

Não sei o que deu no Dorival Júnior e escrevo este texto surpreso com o fato dele ainda estar empregado. Defendo o treinador, mas a derrota de ontem tem grande parcela de culpa dele, que escalou uma equipe estranha e viu sua equipe ser dominada. Agora, são oito jogos sem vitória, aumentando a sequência logo antes de estrear na Libertadores. Os jogadores, que já manifestaram apoio ao treinador, são os maiores culpados, porque adoram “escolher jogo” mesmo sabendo que o crachá do comandante está em risco.

Mas, finalmente as críticas podem ser estendidas ao treinador também. Anteriormente, ainda dava para colocar a culpa nos erros em tomadas de decisão e nas falhas. Ontem, não teve nada disso. Apenas um Corinthians incapaz de jogar bola ao enfrentar um adversário melhor. Não é possível que esse time não consiga entregar um futebol melhor que esse. Ainda mais estendendo uma sequência que nem deveria existir. Essa equipe não deveria perder pontos contra Santos, Chapecoense e Coritiba. Mas insiste nos erros. Por mais que a diretoria enrole, a hora de mudar já chegou. Resta saber se ela será utilizada ou adiada.

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