Brasil volta a fazer barulho na NBA!! Veja a temporada de Gui Santos e Tiago Splitter
Durante anos, o basquete brasileiro na NBA viveu de lembrança. Nomes como Nenê, Leandrinho e Varejão sustentavam a narrativa de um passado respeitável, mas sem continuidade real. Em 2026, isso mudou. E não por acaso: o Brasil voltou a influenciar a liga em dois níveis: dentro e fora de quadra.
Gui Santos e Tiago Splitter não são apenas histórias isoladas. Eles representam um novo momento. Um raro ponto de convergência entre desenvolvimento individual e impacto coletivo.
E aqui vale um questionamento: isso é só uma fase ou finalmente existe uma base sólida sendo construída?
Só o tempo irá dizer!
Gui Santos: produção que tem contexto, não só números
Os números de Gui Santos na temporada (9,3 pontos, 3,9 rebotes, 2,3 assistências em 20 minutos) podem parecer modestos à primeira vista. Mas essa leitura superficial ignora o principal: eficiência e crescimento de papel dentro de uma franquia competitiva.
Com 50% de aproveitamento nos arremessos e quase 60% de eFG%, Gui não está “ só participando” , ele está sendo eficiente. E mais importante: cada vez mais útil.
O salto de protagonismo após janeiro não foi coincidência. Foi mérito.
Ele saiu de minutos irrelevantes para se tornar peça ativa na rotação do Golden State Warriors, inclusive como criador secundário.
A prova mais clara disso?
Jogo de 31 pontos contra o Brooklyn Nets
Entrada em uma lista histórica que inclui apenas Leandrinho, Nenê e Varejão
Mais de 100 bolas de três na carreira, algo que é raro entre brasileiros, historicamente mais ligados ao jogo interno
O que ele está construindo é mais interessante que ser uma mega estrela. Ele está demonstrando consistência em alto nível dentro de um sistema competitivo. Algo que o Brasil raramente teve na NBA moderna.
Tiago Splitter: o impacto que vai além do resultado
Se Gui representa evolução dentro de quadra, Tiago Splitter representa algo ainda mais raro: autoridade brasileira fora dela.
Assumir o Portland Trail Blazers em meio a uma crise e entregar competitividade imediata não é detalhe. É ruptura.
Desde sua estreia, Splitter pegou um time instável e levou a um recorde de 40 vitórias e 40 derrotas, brigando diretamente por um 8º lugar e já garantido no Play-In, e detalhe: sem Damian Lillard.
Mas o mais importante não está só no recorde. Está no como:
1- Sequências positivas logo no início (4 vitórias em 5 jogos)
2- Desenvolvimento claro de jovens jogadores como Shaedon Sharpe e Scoot Henderson
3- Sistema ofensivo mais fluido, com destaque para Avdija e Clingan
4- Capacidade de competir contra times fortes (vitórias contra Nuggets, Thunder e Celtics ao longo da temporada)
Agora, vamos colocar isso em perspectiva:
Quantos técnicos brasileiros já chegaram perto de comandar uma franquia da NBA?
Nenhum.
E digo mais, Splitter não está só ocupando espaço. Ele está sendo considerado para efetivação. Isso significa reconhecimento interno, não somente marketing.
Mas há um ponto que precisa ser dito:
a temporada também mostrou oscilações claras (sequências negativas, derrotas pesadas, inconsistência defensiva).
Ou seja, ainda há construção. Ainda há limite.
O que esse momento realmente significa?
O erro seria tratar isso como “o Brasil voltou”.
Não voltou ainda amigos mas ele está voltando.
Porque o que vemos agora não é domínio , é uma presença qualificada.
Um jogador relevante em rotação competitiva
Um técnico respeitado em construção de carreira
Inserção em franquias organizadas, não contextos periféricos
Isso muda completamente o tipo de projeção.
Antes, o brasileiro chegava como exceção.
Hoje, começa a ser visto como opção.
O futuro deve ser brilhante para os brasileiros na liga mais importante do mundo.
